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afonsonunes

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Da área do governo e da sua comunicação social chegam ventos de mudança da nossa situação como país encalacrado, à beira do abismo, da banca rota, para um país a crescer, cheio de vitalidade e recuperação.

Reconheço que eu, e só eu, devia ter estado calado durante estes dois anos e tal em que, afinal, tudo o que foi feito pelo país, como tantas vezes foi dito e repetido, valeu a pena, pois o país volta a existir como tal.

Não foi cometido um único erro, mas foram remediados todos os inúmeros erros herdados do passado. Quando assim é, só temos, e eu faço-o, de nos penitenciarmos dos nossos pessimismos sem razão de ser.

Pois é. O país está salvo. Mas ainda falta resolver um pequeno problema. De menor importância, é certo, pois tem simplesmente a ver com os portugueses. Que, para salvar o país, foram atirados para fora dele.

Dentro do país ficaram os portugueses que não contam como tal. Que deixaram, ou vão deixar de ter tudo, o que tinham os de há dois anos e tal para cá. Mas, paciência, tudo pelo país, mesmo contra os portugueses.  

Pensando bem, quem julga que salva o país, condenando portugueses a uma vida miserável, está muito enganado. O país não são apenas os que condenam. São também todos os que não prescindem de ser portugueses.

Portugueses, não de segunda ou de terceira, mas portugueses com os mesmos direitos e deveres dos demais. Portuguese pobres, mas com a mesma dignidade dos portugueses ricos. Só assim o país ficará salvo.