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afonsonunes

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24 Set, 2013

VOU PARA A ILHA

 

 

Efetivamente este é o pior local para se viver e para se estar neste período de loucura que o país atravessa. Em parte pela propaganda eleitoral que não nos deixa sossegar os ouvidos e a cabeça com o chinfrim generalizado.

Mas também pela doença que levou o país à triste situação de dependência dos excessos de uns tantos incuráveis da ‘bolite aguda’. Eles ralham, batem, enchem os jornais e as televisões com as suas diatribes.

Por mim estou desejoso de fugir de tudo isto quanto mais depressa melhor. Para isso, tenho de descobrir uma ilha sem política e sem bola. Está difícil mas tenho de a encontrar. Senão, fico mais ‘choné’ que estes.

Por aqui já anda tudo ao contrário. Aqueles que mais nos falam de seriedade são os que mais vemos fazer falcatruas por todos os lados. Os que mais recriminam os outros, são os que mais incriminados deviam ser.

No meu modesto entender, o senhor da ilha da Madeira tem toda a razão. Metia o país na ordem numa semana. Desde que lhe não dessem um tiro. É por isso que eu quero ir para a ilha, mas não para aquela.

E tenho mesmo de me despachar, pois não tarda que comecem para aí aos tiros. Na confraria da bola, o tiroteio vai começar de norte para sul. Na irmandade da política vai começar de sul para norte. Para mal do centro.

Finalmente, já encontrei a tão desejada ilha. Vou já fazer a mala. A Selvagem Pequena é o meu destino. No meio dos escuros rochedos, só espero encontrar aquela cagarra que já esteve em boas mãos.

É evidente que não espero que ela tenha ficado com algum vestígio de civilização agarrado às patinhas ou às penas. Há sempre o perigo de contágio, mas a força da natureza tudo limpa. Adeus, cá vou eu.