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afonsonunes

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12 Out, 2013

GRANDES PONTOS

 

 

Aos três pontinhos deitados na linha chamamos reticências e querem dizer que, depois deles, havia mais qualquer coisa a dizer mas que é melhor ficarmos por aí. Esta coisa da pontuação tem lá que se lhe diga…

Se fizer um desvio para a política também podemos encontrar três pontos, o que é um pouco mais que três pontinhos. São eles um maior, um primeiro e um vice. Depois deles, falta sempre de um ponto final.

Temos pois umas reticências e peras. Tudo o que lhes ouvimos tem reticências, para que não tenhamos a veleidade de interpretar de primeira as palavras que ouvimos. Ouvimos e pensamos, mas ficamos na mesma.

Quanto aos que andam à volta das reticências, não passam de vírgulas mal colocadas, embora tenham a pretensão de que merecem ser exemplares pontos de exclamação. Mas, vírgula é vírgula e sem pontos não é nada.  

Agora quem está mais na berra são mesmo os dois pontos. E que grandes pontos. Até parece que nem pertencem ao mesmo sinal de pontuação. Sempre na vertical, mas sempre a tentar colocarem-se por cima do outro.

Quando encontro um ponto e vírgula, algum dos muitos que andam pelas televisões, fico abismado com a facilidade com que eles seguem, como a vírgula manda, para logo travarem a fundo como manda o ponto final.

E o ponto de interrogação? Gosto particularmente dele. Parece que sabe tudo, mas pergunta tudo. Não afirma nada. Mas, dado o seu estatuto, também pouco interessa. Ele julga que sim. Vá lá, vá perguntando sempre.

Gostava de ver o ponto final tratado com o respeito que merece. Há muita gente que não sabe que ele existe. Não sabe que ele é o stop da escrita e da conversa. E que falta que ele faz a tantos pontos da nossa praça.