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afonsonunes

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18 Out, 2013

SEM PONTE A PÉ

 

 

Como sou um amante de longas caminhadas, achei estupenda aquela ideia de podermos brincar, numa tarde de sábado, provavelmente com chuva, melhor ainda, à passagem da ponte a pé. Salutar e divertido.

Mas, já estou habituado aos desmancha-prazeres do costume, daí que nem tenha tido tempo para interiorizar o gozo que já antevia. No entanto, não desanimo com muita facilidade, pois sou muito versátil.

Se não se brinca na ponte a pé, pode brincar-se a pontapé em qualquer lado. De preferência onde caiba muita gente, com um daqueles vastos jardins relvados, pois é natural que haja quem não dispense uma bola.

Que fique bem claro que eu não convido ninguém, senão ainda pensam que estou a fazer uma convocatória para atividade perigosa. Mas, quem quiser aderir à brincadeira, que não se esqueça de levar caneleiras.

Isto, apesar de haver quem já tenha canelas de ferro, de tanta canelada que já levou nessas brincadeiras de pontapé nas pernas para que vos quero. Por vezes, acaba por ser uma brincadeira de pontapé no tu.

Longe de mim considerar-me um velho sem ideias e sem vistas para lá dos vinte metros à frente, que os há, infelizmente para eles, mas tenho saudades do tempo em que o pessoal era muito mais alegre e brincalhão.

Agora, cada vez mais, quem quiser dar um ar de que ainda existe, tem de passar os dias e as noites sentado em frente do PC, na rua nem pensar, a ver baboseiras de criar bicho ou a escrever asneiras para deitar no lixo.