Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

afonsonunes

afonsonunes

25 Out, 2013

ESPIÕES

 

 

O Coelho português tranquilizou o mundo dizendo que não tem qualquer indicação de que os EUA tenham espiado Portugal. Essa declaração foi muitíssimo oportuna, dado o elevado perigo que o planeta correria.

Portugal não é um país qualquer. Coelho não é um líder vulgar. Para os EUA não somos só os donos das Lages do tempo do Durão. Hoje somos um exemplo para a UE e para o FMI. Todos com os olhos postos em nós.

Por alguns momentos apenas, vamos lá supor que tínhamos sido espiados. A esta hora o mundo conheceria já o nosso maior tesouro de sempre, guardado a sete vezes sete chaves, há mais de dois anos e meio.

Tesouro precioso que dá pelo nome de Guião da Reforma do Estado, da autoria do conceituado vice-primeiro cá do burgo, de nome Paulo. Nem precisava de ter nome de gente, pois a alguns, mais parece um fantasma.

Tesouro que, apesar de bem trancado, está em plena execução, com os portugueses a manifestarem perfeito sentimento de seus destinatários, embora lhe não chamem tesouro, mas tesoura, e muito bem afiada.

Evidentemente que os EUA tinham, e não sei se não tiveram, toda a razão em querer entrar nos meandros dessa tesoura gigante. De posse dela, o Tio Sam não mais teria receio de qualquer invasor. Cortava tudo e todos.  

Só que eles, mesmo em questões de espionagem cortam mesmo a direito. O que não acontece com o guião que nos perde, no meio de uma reforma invisível, num estado de espírito de quem já nem sente a tesoura.

O Coelho português não tem que estar preocupado com os espiões. Porque ele já nem sai da toca e aí é difícil espiá-lo. Quanto ao guião/tesoura, está mesmo inacessível a todos os drones do mundo.

No entanto, o país vai ter necessidade de recorrer aos melhores espiões do mundo para descobrir o grande dilema português do momento. Sócrates diz que convidou. Coelho diz que não. Quem é o mentiroso?

Se fosse cá comigo, não tinha dúvidas. Em primeiro lugar consultava o guião da reforma dos mentirosos. Se ali não encontrasse resposta, pedia ajuda ao Paulo. E, se necessário, recorria ao Aníbal. Esse sabe de certeza.