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afonsonunes

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Em lugar de fedelhos podiam chamar-lhes brutos. Quanto a mim, não estaria correto, se atendermos a que um fedelho nunca é bruto. O fedelho é pequeno e fraco, enquanto um bruto pode ser enorme e descontrolado.

O problema do fedelho está no cheiro que emana, resultante da sua condição de incontinência natural naquela idade. Já o bruto, como diz o povo, arrota postas de pescada por todo o lado. Não, bruto não é fedelho.

Aos meninos podiam chamar moços. Pois podiam, mas não era a mesma coisa. Porque o menino pode ser o menino da mamã, enquanto o moço pode ser o moço de recados. A diferença, dificilmente podia ser maior. 

Até porque, os meninos, estes meninos, andam ali a fazer os fretes a quem os lá pôs. Os moços de recados, não fazem fretes a ninguém. E ganham uma ninharia, comparado ao que ganham os meninos mandados.

Os garotos, que já passaram por fedelhos e por meninos, têm a pretensão e a pressa de serem gente crescida. Durante esse percurso, chupam no dedo como meninos e fazem asneira da grossa como gente crescida.

São como o garoto que se bebe no café. Pode ser mais claro ou mais escuro, com mais leite, ou com mais café. Indefinidos, na ânsia de passar depressa a galão. Entretanto, tiram o sono aos mais crescidos.

Fedelhos, meninos ou garotos. É assim que são identificados, não por qualquer ignorante ou sujeito de má-fé, mas por gente que tem créditos relevantes na sociedade portuguesa. Mas, ainda temos um governo.