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afonsonunes

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O pápi de Bruxelas anda numa roda-viva em conferências, receções, conselhos e metidas de nariz em tudo o que possa cheirar a benefícios para levantar o moral do seu amado e protegido filhote de Lisboa.

Compreende-se que o pápi ao ver aproximar-se o fim do seu período de vida útil em Bruxelas, e como ela tem sido extremamente útil para o filhote, é natural que se agarre à possibilidade de vir cobrar benefícios.

Ainda hoje, uma verdadeira excursão familiar saiu de Lisboa rumo a Bruxelas, para uma visita de cortesia que dá sempre bom parecer aos que andam a fazer o grande frete de emprestar o que temem não receber.   

Também há quem diga que, tal pápi tal filhote, andam ambos pelas ruas da amargura mas, é preciso não esquecer que, enquanto há vida há esperança e quando a família está unida, a esperança não morre.

Até porque há em Belém um outro pápi, o segundo, que promete não abandonar, haja o que houver, o seu querido filhote e o seu companheiro de paternidade. Não foi a Bruxelas, mas o de Bruxelas vem a Belém.

É uma infelicidade quando não se tem uma mamã. Mesmo quando se sabe que se é um menino da mamã. Quando se é um protegido dos deuses, há sempre compensações. É tão bom ter dois pápis assim.