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afonsonunes

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A cena política nacional parece andar assombrada com mistificações, confusões e algumas embirrações. No meio disso tudo os portugueses já viram que andam muitos aldrabões a pretender armar em ‘sabões’.

Agora está na moda chamar pelo António, mesmo sabendo que esse chamamento não passa de uma maquiavélica encenação. Aliás, há muita gente que já não percebe se, na realidade, querem o António ou o José.

O próprio António, que também é José, anda atarantado com esta terrível situação de não saber se o chamado é ele, quando ouve chamar por José. Tudo porque os chamadores não têm o cuidado de falar claro.

Ele não percebe porque há quem seja chamado pelo nome completo e não são capazes de o chamar, a ele, ao menos por António José. Daí que ele entre em pânico quando o chamam apenas por José. José, há muitos.

Mas há um que não lhe sai do pensamento e então, de há uns tempos para cá, a vida é já uma mistura de António, que é ele, com José, que não sabe se é ele ou o outro. E então, quando é para prestar contas, é o fim.

A verdade é que o António sente que, fora de casa, ninguém liga nenhuma ao que ele diz, ou ao que ele diz que faz. Até mesmo quando está cheio de razão, ele sente que está sempre a ser substituído pelo José.

Sente a todo o momento que quem o chama, não quer conversar seriamente com ele. Sabe que quem o chama, quer ajustar contas com o José, não com o que está no seu nome, mas com o José que não é Tó.

Aqueles que o chamam com essa intenção podiam, se estivessem de boa-fé, chamá-lo por Tó Zé, evitando assim causar-lhe tantos problemas de relacionamento e, por consequência, de acertos de consciência.

Agora, não restam dúvidas de que quem lhe provoca tais problemas, tem um problema enorme que também provoca distúrbios complicados. O tempo tem vindo a ressuscitar o José que eles temem e não esquecem.