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afonsonunes

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11 Nov, 2013

DE RUI A RUIZINHO

 

 

Enquanto Rui, o homem fez o que tantos outros do seu grande e famoso agrupamento fizeram, no sentido de melhor orientarem as suas grandes e famosas vidas, rodeados de milhões caídos dos céus aos trambolhões.

Enquanto Ruizinho, tem cometido aqueles deslizes que todos os meninos, incluindo os meninos que atualmente dominam o seu agrupamento, tão prodigamente têm distribuído à sua volta. De velho se volta a menino.

Enquanto Rui, teve uma vida impecável, ou não estivesse inserido num agrupamento de uma filantropia muito fechada mas, ao mesmo tempo, muito virada para o bem-estar próprio e, acima de tudo, dos cidadãos.

Agora Ruizinho, como o tempo não perdoa, de Rui voltou às traquinices de menino e, sobretudo, à incontinência verbal que deixa perplexos, mesmo chocados, até os menos meninos e adolescentes do seu agrupamento.

Aliás, o seu agrupamento está um folclore de perplexidades e choques, tendo em conta que há uma sã competição entre meninos que querem ser como os velhos, e velhos que não querem mais brincar aos meninos.

Mas quem está a ganhar com toda essa vitalidade é o país, um enorme relvado onde se joga para o futuro. Há duas equipas que se desunham por vencer tudo e todos. Mas o árbitro esqueceu que devia ter um apito.

Em lugar de apitar quando há penaltis ou golos irregulares, lá manda uns recados pelos árbitros auxiliares, sempre fora de tempo, pois o jogo não espera por decisões ao retardador, de um árbitro que voltou a ser menino.

Não temos pois, apenas um Rui que de velho voltou a menino. Temos mais Ruizinhos que alegram este país onde a tristeza não entra. Nem sempre se ri com gosto, mas também nem sempre se chora de gozo.