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afonsonunes

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O incontornável primeiro-ministro deste país, mais uma catrefada de gente que anda atrás dele, ou se conforta com tudo o que lhe ouve ou lhe vê fazer, já cometeu a proeza de refundir o significado da palavra diálogo.

Desde que chegou a primeiro-ministro que não fez outra coisa que não fosse tentar atingir esse objetivo. Falar muito de muita coisa, pedir que se juntem a ele e ao seu governo para discutirem o que ele quer fazer.

Tudo em clima do seu diálogo, em que expõe as suas ideias, de forma aberta ou encapotada, às quais não permite a mínima alteração, ou o acréscimo de uma simples vírgula. E ele chama a isto diálogo.

Estou convencido que não terá em casa um dicionário de língua portuguesa que lhe ilumine uma boa parte daquilo que nele está às escuras. Ou então, ter o cuidado de não utilizar termos que não conhece.

E já agora, não precisa de ir aonde apenas vai perder o seu precioso tempo, dizendo sempre a mesma coisa e assim, obrigando muitos outros a perder também o seu precioso tempo, ouvindo o que já tinham ouvido.

É que isto assim não é vida não é nada. Quando se perde muito tempo a dizer sempre a mesma coisa, o trabalho fica para trás. E, às tantas, é o país todo que lhe segue o exemplo: fala, fala, mas nem diz nada, nem trabalha.

É este o diálogo que o primeiro-ministro inventou. Quer muito falar com toda a gente, quer muito alargar o diálogo, quer muitos consensos, mas sempre avisando que nada do que ele diz tem alternativas ou emendas.

É caso para se dizer ao primeiro-ministro e aos seus, que estude o sentido das palavras, que estude o sentido e as consequências das suas decisões antes de as propor, para que se faça entender no diálogo que pretende.