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afonsonunes

afonsonunes

21 Nov, 2013

OH DA MAGNA

 

O dia de hoje teve episódios que devem fazer pensar muita gente que se tem mostrado inacessível a tudo o que representa um diálogo construtivo com vista a encontrar um caminho digno para este país transviado.

Na Assembleia da República, com a discussão do orçamento, reeditou-se mais uma sessão de passa culpas entre o governo atual e o governo anterior. Em linguagem popularíssima, esta discussão já mete nojo.

É evidente que pelas caras de alguns dos intervenientes, aquilo não é um lugar decente, com pessoas decentes, procurando soluções decentes, para que vivamos num país decente. Ali há feras de dentes arreganhados.

Depois, aquela mesma Assembleia, viu-se quase invadida por quem a devia proteger. As portas estiveram escancaradas, mas os polícias de todo o sistema de segurança não quiseram dar esse passo. Pararam.

Este dia fica para a história da situação a que se chegou, em termos de autoridade e falta dela. Sobretudo, da indefinição do que se pode esperar de uma sociedade no seu todo e nos seus comportamentos futuros.

À hora a que escrevo estas linhas decorre um congresso na Aula Magna em que políticos, artistas e intelectuais se propuseram manifestar o seu desagrado pela situação do país. E dizem-se coisas de muita gravidade.

Não vale a pena assobiar para o lado, quem é visado no que ali se diz. O país está rodeado de situações de fome. Fome de quem não tem que comer, mas também fome de justiça e fome de liberdade.

Porque já não restam dúvidas de que há quem esteja a trair este povo e esta pátria, por tudo o que de mal faz, mas também por tudo o que devia fazer e não faz. O tempo não perdoa e as culpas vão vindo ao de cima.

Pode bem vir o tempo em que não adianta, a quem quer que seja gritar, oh da guarda. Guarda que bem pode trabalhar ao ritmo do que lhe pagam. Depois, o grito daquela Aula de Lisboa pode ser mais que, oh da Magna.