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afonsonunes

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23 Nov, 2013

A NOVA VIOLÊNCIA

 

 

A nova violência agora descoberta pelo governo e seus apoiantes, consiste em querer calar as violências a que os portugueses estão sujeitos nos últimos anos. Logo, quem não quer violências, está a incitar à violência.

Desde há alguns anos, muitos em alguns casos, que há quem venha avisando que a violência era inevitável, dado o modo como se violentam as pessoas neste mundo onde a loucura tem cada vez mais força e poder.

Infelizmente, de dia para dia, essa anunciada violência vai-se tornando mais incontrolada. E as previsões são cada vez mais pessimistas. Querer culpar quem avisa, é mais um sinal de que a loucura não abranda.

Querem alguns responsáveis, conscientemente ou não, sacudir a água do capote, atirando responsabilidades que são exclusivamente suas, para cima de quem os avisa dos perigos que correm, julgando até intimidá-los.

Sabem que esses ditos incitadores à prática da violência são muitos e que não se intimidam com as suas culpabilizações ou responsabilizações. Até porque só selecionam um ou outro que lhes faz mais cócegas na língua.

A violência agora existente já foi em tempos desvalorizada, como devaneios de aves de mau agoiro. Agora mesmo, ainda se fala em brandos costumes, como se esses otimismos afastassem qualquer hipótese real.

Tal como a espiral recessiva, a espiral de violência não é um fantasma inventado para assustar ou para impressionar. Ambas têm o seu percurso bem definido. Será bom que não nos atinjam com o auge da sua força.

Quando, eventualmente, houver vítimas, inocentes ou não, que paguem com a vida, as consequências desta loucura, só então os verdadeiros culpados, reconhecerão o seu erro. Se ainda tiverem tempo de o fazer.

Não basta agora, por enquanto, atirar palavras ocas aos seus alvos, como meio de se autoconvencerem de que a violência se manipula com mais ou menos palavras, como costumam fazer no dia-a-dia dos seus altos cargos.

A violência não está agora a ser inventada por ninguém, para complicar a vida a quem finge   que a desconhece. A violência nasce e cresce como resultado de um choque de ódios e de vinganças de gente sem escrúpulos.