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afonsonunes

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04 Dez, 2013

AI A PACIÊNCIA!...

 

 

A nossa paciência é uma coisa extraordinariamente duradoira, por mais que alguém insista em querer pôr-lhe fim. Mas, ao contrário, a paciência dos outros para connosco, esgota-se em poucos minutos.

Depois, há quem abuse de frases feitas e tenha uma certa tendência para ameaças veladas, ao alegar que a paciência tem limites. Daí que a paciência deles, seja muito limitada e a nossa, ilimitada para com eles.

O terrível Jardim da Ilha, já há muito tempo que ameaçou o calmíssimo Passos de Lisboa, por causa da razão de ser da sua vida: o dinheiro. E foi do dedo indicador direito espetado na sua direção, que veio a ameaça.

‘A paciência tem limites’, e Portugal inteiro susteve a respiração e ficou à espera do que viria a seguir. Como há uma distância razoável entre Lisboa e o Funchal, já se sabia que isso levava tempo. Mas tanto, já é demais.

Agora, o mais irrazoável de toda esta conversa fiada, foi o facto da excessiva calma de Passos, não ter permitido uma imediata resposta, do género: eu é que já atingi o limite da minha paciência, há muito tempo.

Mas, quem já perdeu toda a paciência com aqueles dois, foi o povo português. De ambos, nada a esperar, a não ser aquelas zangas familiares com que eles se entretêm. Sempre a ver quem esfola mais os seus.

E sempre a demonstrar que as dívidas não são para pagar. Nem sequer para se ir pagando. Mas também não são para esquecer. Assim como no passado, por outras palavras, as dívidas não se pagam: empurram-se.  

Estes governantes têm uma paciência sem limites para com os seus credores. Os credores têm toda a paciência do mundo para com os seus devedores. E os pobres contribuintes já nem sabem o que é ter paciência.