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afonsonunes

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Este governo insiste em complicar a vida a toda a gente. Como se não bastasse as complicações que já arranjou no setor público, lembrou-se agora de fazer a vida negra aos gestores e patrões do setor privado.

Até aqui, na prática, mandavam para a rua quem queriam e lhes apetecia, sem que tivessem de dar satisfações a ninguém. Agora, por sugestão do governo, têm de arranjar seis imaginações de critérios para o fazer.

Imagine-se que o governo nunca teve jeito, nem nunca arranjou disposição para submeter as suas decisões a um critério, apenas um, para que os seus subordinados cidadãos compreendessem o que lhes acontece.

Mas agora, para o privado, descobriu seis critérios que devem ser cumpridos para que haja um bom despedimento. Tendo em conta os procedimentos na sua esfera de ação, isto é simplesmente espantoso.

Calcula-se quão difícil vai ser para o gestor de uma empresa, olhar para o empregado a despedir e contar critérios, até seis, antes de lhe indicar a porta da rua. Ainda com a obrigação de, antes, ter de fazer várias contas.

Certamente, em primeiro lugar, o preço, ou seja, quanto custa o trabalhador à empresa. Conta muito difícil de fazer. Para complicar mais a questão, saber a situação económica e familiar do sujeito em causa.

Estes dois critérios já chegam para dar cabo da cabeça a quem tenha de vir a aplicá-los. Portanto, seria bom que o governo reservasse os restantes quatro critérios para despedimentos no governo e respetivos amigos.

Sim, porque essas coisas iníquas de habilitações, experiência, avaliação, antiguidade, não interessam nada a quem despede. Olha a maravilha. No governo sim, interessava à brava. Bem sabemos todos, o que eles sabem.

Feitas todas as continhas na perfeição e avaliados todos os critérios sensatos, não vale a pena descobrir critérios malucos que só dão cabo da cabeça. Empregados, vão a olho. Governo, só quando Cavaco quiser.

 

 

 

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