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afonsonunes

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Agora foi a vez do jornal Público nos presentear com as aventuras de mais uns tantos laranjas que julgavam, e continuam a julgar, que isto é tudo nosso. Ou: isto é tudo deles. Então e não é? Pergunto eu inocentemente. 

Andou, e anda, esta gente boa durante tantos anos a denunciar com grande espalhafato aquilo a que eles chamavam de corrupção destruidora do estado de direito. Como se o estado de direito fossem suas excelências.

Sim, havia e há corrupção, mas ela existiu e existe, com as provas mais evidentes a pender para o lado deles: o lado dos denunciantes, dos que mais falaram de corrupção, com a justiça, tardiamente, a ir no seu rasto.

Houve, e ainda há, uma tendência para fazer grandes averiguações sobre denúncias que chegam ao Ministério Público através de cartas anónimas, que por vezes deixam de o ser, servindo apenas para desviar atenções.

E têm-no conseguido, já que os grandes burlões têm saído da porta do lado. Hoje, já se conhece muita coisa. Mas falta, com certeza, conhecer muito mais. E o tempo está a demonstrar que é por aí que o MP deve ir.

Já agora, para os mais distraídos, Sócrates, o Pinóquio, o maior mentiroso de todos os tempos, todos os domingos desmente coisas na RTP. Gostava de ver desmenti-lo agora, pois os seus acusadores crónicos não o ouvem.

Desta vez, volta à ribalta no Público, o nosso querido Relvas, ex-ministro, ex-promotor de Passos, quase ex-doutor, com outras figuras ‘ex-qualquer coisa’. Algumas, gente que tem hoje os melhores cargos. Tudo gente séria.

Fiquei com a impressão que Passos recebeu como prenda de Natal um par de sapatinhos novinhos em folha. Que mostrou interesse em exibi-los ao mais alto nível. Mal ele sabe que se arrisca a ir parar ao Face Oculta.

Portanto, muito cuidado com eles. Fica a impressão de que trocam prendas uns com os outros, sem olhar aos perigos que os rodeiam. Talvez porque se julguem protegidos por se tratar de prendas imateriais.

Mas o meu pensamento vai ainda muito mais além. Já temos valioso Património Imaterial da Humanidade. Nada mais justo. Mas ainda insuficiente. Podemos aspirar a ter património imaterial da vigarice.

 

 

 

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