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afonsonunes

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18 Dez, 2013

TUDO NORMALÍSSIMO

 

 

Ainda bem que o país vive uma situação normal, absolutamente normal, normalíssima mesmo, tendo em conta as palavras de governantes e as notícias que nos chegam através dos normais meios de comunicação.

Os exames, ou as provas, ou lá o que era, dos professores contratados, vexados ou condenados, não se sabe bem a quê, é uma coisa normal, mas normalíssima foi a forma como decorreram essas idas às escolas.

Obviamente que também é normalíssimo que os professores que não compareceram, talvez os de meia tigela, tenham de voltar a viver a normalidade de um dia, para eles, familiar: fazer provas de menos cinco.

Mais tarde, foi a normalíssima cerimónia de cumprimentos em Belém onde, como vem sendo normal, se falou na felicidade futura que nos espera. As boas festas são pródigas de prendas para os anos seguintes.

Assim, desde dois mil e onze que o próximo, ou próximos anos, é que nos levam às venturas de um paraíso ainda melhor que o fiscal. Agora, esse paraíso, vem em dois mil e catorze, principalmente, em dois mil e quinze.

Entretanto, junto ao palácio das boas festas, decorreu uma normalíssima manifestação de trabalhadores de Viana, mimados com o normalíssimo despedimento. É normal que o ministro que eles adoram ficasse longe.

Quem também ficou de fora das boas festas, foi o vice, pois prefere ser ele a anunciar cá fora as suas prendas a longo prazo. Normalíssimo. As prendas lá de dentro, para ele, são amostras sem valor. Normalíssimo.