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afonsonunes

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19 Dez, 2013

O NOSSO CHEFE

 

 

Nem seria necessário dizer que o nosso chefe é o representante da missão do FMI para Portugal, que disse ao Financial Times que o país precisa de mais dez a quinze anos de ajustamento. Isto é clarinho como água.

O nosso esclarecido vice Portas não deixa de deitar foguetes, antecipando o fim do nosso protetorado para o próximo ano. Garantindo até que não cairemos mais em crises como esta. O fim da atual, são já favas contadas.

Perante tais declarações de grandes chefes, fico sem saber qual dos dois está a precisar de um ajustamento à realidade do nosso martirizado país, entregue nas mãos, ou nas cabecinhas, de tão capazes prognosticadores.

Pela certa, um deles não sabe o que está a dizer. Provavelmente até os dois. Basta que se concretize o que dizem outras cabecinhas pensadoras: Vamos precisar de mais vinte anos. Ou cinco, ou trinta ou cinquenta.

E é assim que os portugueses se preparam para festejar o Natal. A festa da família. O Papa adotou como família, para comemorar o seu recente aniversário, quatro sem abrigo com os quais partilhou a sua festa.

Agarrando nesta ideia de partir corações, lembrei-me que, como vivemos à beira de guerras iminentes, temos chefes que podem perfeitamente lançar as bases para uma paz santa e duradoira entre os portugueses.

O Presidente Cavaco, Chefe Supremo das Forças Armadas, pode silenciar os chefes militares, convidando-os para passar a consoada com ele, no Palácio de Belém. O gesto não é tudo, mas pode evitar uma guerra.

O Primeiro-ministro Passos, pode dar uma grande lição aos portugueses, convidando para a sua consoada, o ministro Crato e os dirigentes sindicais dos professores. Pois… com o Mário Nogueira, obviamente. Haja paz!

O vice Portas, grande ideólogo deste governo, pode ir até Viana, levando com ele o ministro Aguiar Branco. Não para a consoada, mas para fazer ali, nos ENVC, a passagem do ano. Com muito fogo, muita música e amizade.

Finalmente, a ministra Luís, com a devida autorização de Portas, pode e deve convocar todos os pobres do país para um grande bodo no réveillon da passagem de ano. Com muita castanha que o pão está caro.

Como se vê, o país tem ideias, tem alternativas e tem soluções. Mas, nada resultará, se o ministro Miguel Macedo não puser o capacete, vista a farda e vá para a rua com todas as polícias. Sempre com os olhos postos na paz.