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afonsonunes

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30 Dez, 2013

APELOS

 

 

O apelo tornou-se uma ferramenta comunicacional por excelência para levar o pessoal a engolir o que normalmente não lhe convém. Então, nestas alturas festivas, vêm apelos de todos os lados e de toda a gente.

É evidente que os apelos vindos dos cidadãos das nossas relações, ou dos que passam as passinhas do Algarve como nós, acabam por se tornar o pão nosso de cada dia, não alterando muito a nossa rotina de vida.

Quanto aos outros apelos, aqueles que tudo nos pedem e nada nos dão, vêm de quem não nos conhece, nem faz por isso, e muitas vezes apetecia-nos sermos nós a apelar aos apeladores para que nos deixassem em paz.

Penso que o país precisa mais de obras que de apelos. Se quem apela fizesse a sua obrigação, esses apelos seriam, muitos deles, desnecessários. É sabido que o país não se governa apenas com apelos, bons ou maus.

É tempo de mensagens que, normalmente, contêm muitos apelos. Podiam conter esperanças fundadas, em lugar de palavras comuns repetidas de ano para ano. Vem aí mais um novo ano. Mais um. Pior que o anterior.