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afonsonunes

afonsonunes

01 Jan, 2014

SE...

 

 

De um modo geral os portugueses andam com a esperança da vinda de dias melhores muito em baixo, apesar de haver uns tantos otimistas que não se cansam de tentar puxá-la para cima sem grandes resultados.

No entanto, esses otimistas, que se manifestam apenas em círculos muito fechados, podiam fazer muito mais para contagiar os outros com a sua visão de uma sociedade, na qual eles se não integram de corpo inteiro.

Se os maiores otimistas do nosso país se enchessem de coragem e saíssem à rua sós, com alguma frequência, por exemplo, sentar-se numa esplanada e tomar um café, sentir-se-iam muito mais confortados.

Falar ao povo através de uma televisão, numa entrevista ou numa cerimónia qualquer, não é o mesmo que sentir-se no meio do povo, tentando partilhar as suas angústias, os seus receios e as suas esperanças.

Se o presidente Cavaco Silva saísse do Palácio e fosse sozinho, a pé, comer um pastel de nata ali perto, teria oportunidade de ver e sentir como vão as pessoas que andam na rua e explicar-lhes o que pensa do seu país.

Se o Primeiro-ministro Passos Coelho e o seu vice Portas, quisessem explicar direitinho as suas políticas, podiam ir até ao Rossio numa bela tarde de sol e entrarem em conversa num dos grupos que ali se formam.

Se todas as personalidades importantes, do governo, ou não, fossem capazes de tomar atitudes semelhantes, dentro ou fora de Lisboa, o país estaria mais solidário com os seus cidadãos e menos com os de fora.  

Hoje é o primeiro dia do ano. Nunca é tarde para se corrigir atitudes e mudar orientações. Basta que todos cumpram e façam cumprir as leis do país. Só depois, todos podemos falar cara a cara uns com os outros.