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afonsonunes

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07 Jan, 2014

REDES

 

 

Aprendi hoje que um programa cautelar é uma rede de segurança. Achei essa ideia espetacular, na medida em que eu tinha um feeling que me levava exatamente em sentido contrário, ou seja, em contra mão.

Redes de segurança conhecia as que protegem os artistas dos circos, para não se estatelarem no chão, quando caem lá de cima. Fiquei a saber agora que essa rede também protege os nossos melhores artistas da política.

Só que me parece que ela é desnecessária, pela simples razão de que eles nunca caem. Quem cai, e sem rede, são só alguns, quase todos, os portugueses. Caem que nem tordos sob o fogo de caçadores furtivos.

Esses portugueses têm a sensação de estar debaixo da rede que, em lugar de os proteger, os prende e os manieta, obrigando-os a uma vida que está longe de ser comparável sequer, a animais domésticos dos seus donos.   

Todos os dias vamos assistindo ao lançamento de redes que prendem e não, redes que libertam. Redes que são lançadas por elementos que mais parecem membros organizados em redes que nada dão de segurança.

Ou será que não sabemos o que são as redes de deputados que se digladiam diariamente para nosso bem. Ou as redes que se organizam nos partidos quando, no poder, nos põem a pagar os seus desvarios.

Ou ainda as redes altamente organizadas no circuito do dinheiro, que de cautelares não têm nada, mas com toda a segurança no que respeita aos seus interesses, deixando os seus súbditos na maior insegurança.

De redes estamos nós cheios. De insegurança estamos nós fartos. Falem-nos verdade. Não se comportem como redes de mafiosos que nos obrigam a aceitar as suas mentiras como a nossa salvação.