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afonsonunes

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Já estou mesmo a ver o filme da minha sorte que logo se transformará em azar. Vou pedir fatura do copo de água que, oportunamente, irei pedir no café. A menina vai dizer-me que só passa faturas a quem fizer despesa.

Eu vou dizer-lhe que é obrigada a passar fatura, ainda que ela seja de zero euros. A menina hesita, pede-me o número de contribuinte e passa a fatura, como manda a lei. A minha lei, que é igual a tantas outras leis.

Obviamente que vou ficar habilitado, automaticamente, a ter o carrinho que o fisco vai sortear em breve. E então, vou ficar boquiaberto quando receber uma mensagem do fisco para ir levantar o tal carrinho.

Depois pus-me a pensar, com toda a calma, e acabei por descobrir que ali havia gato escondido com o rabo de fora. Tanto rabo, que também eu pus o meu de fora imediatamente. Porque o fisco estava a tentar seduzir-me.

Vamos supor que eu aceitava o carrinho. O fisco ia ver a minha folha de contribuinte e via que eu estava isento de quase tudo. Até de receber ordenado. Imediatamente me colocava na lista negra dos incumpridores.

Simplesmente, porque eu não podia ter carro. Se não tinha dinheiro para pagar impostos, também o não tinha para meter gasosa. Se não metia gasosa também não ia de carrinho. Portanto, lá ia mais uma penhora.   

E será assim que o meu carrinho será penhorado ainda antes de me ser entregue. Nada de especial. Não tarda, os portugueses já estarão rotinados com penhoras, com confiscos, com roubos, etc. e tal.

O fisco quer que vamos todos de carrinho na corrida às faturas. Muito bem. Então comece o fisco por nos passar faturas, autenticadas com selo branco, do que cobra, ou retira, ou rouba, de salários e pensões.

 

 

 

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