Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

afonsonunes

afonsonunes

12 Jan, 2014

AQUELA GENTE

 

 

Aquela gente não resiste a coisa nenhuma, pelo simples motivo de que nada, nem ninguém, a ataca sem conseguir fazer-lhe mais que umas cócegas. Quanto a aguentar, aguenta e bem, mesmo com vontade de rir.

Este é o sentimento de Paulo Portas quanto se refere à ‘nossa gente’. Portanto, a gente dele. Que não é propriamente a gente que ele tanto diz defender, mesmo tendo que alegar que até a traição tem muita força.

Por mais força que ele queira dar à sua razão, a verdade é que ele abusa da força que julga ter, embora devesse saber que não devia usar essa força que, afinal, muito pouca gente, a sua gente, lhe deu através do voto.

Bem pode dizer, ou deixar subentendido, que a força a que se refere não é a sua, mas a do seu inseparável ‘rival’. Mas, como diz o povo, tão ladrão é o que vai à vinha, como o que fica à entrada, pois ambos comem as uvas.

Bem pode Portas, orgulhosamente, dizer que a sua gente anda de cabeça erguida, sabendo que as suas decisões, com forças próprias ou repartidas, façam com que a maior parte dos portugueses ande de cabeça bem baixa.

Bem pode Portas tentar explicar o inexplicável, que nem a sua gente o compreenderá, embora façam de conta que sim. Tal como ele faz de conta que está de pedra e cal nesta coligação. Tal como está a sua gente.

Bem pode Portas pedir ajuda ao PS, prometer baixa do IRS, ou dizer que em Maio salvou a coligação sem birras. Isso só pode ser entendido como estar à vista nova deriva birrenta. Com a sua gente. Passos que se cuide.