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afonsonunes

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Parece que já não há dia nenhum em que não rebente um novo foco de roubalheira e, mesmo assim, lá vamos aguentando o que Deus sabe. Mas, fica provado que tínhamos todas as condições para sermos um país rico, acabando assim com os problemas de politiquice, em que alguns querem dar tudo a todos, e outros não querem dar nada a ninguém.
Se não houvesse roubalheiras por tudo quanto é sítio, se calhar todos esses milhões que andam permanentemente a voar, podiam pousar onde fazem falta, e pronto. Estava tudo satisfeito, ninguém reclamava, ninguém inventava tolices, não havia insultos, nem guerras, nem lutas podendo, finalmente, dizer-se que vivíamos em paz e felizes.
Todos sabemos que milhões não são cêntimos e vê-los voar todos os dias do ano, não é o mesmo que uma ou outra extravagância governamental, ainda que seja para que os amigos andem satisfeitos. Ora, ultimamente, tem-se falado muito de grandes casos de balúrdios que andaram de mão em mão, como quem troca laranjas, colhidas em hortas e quintas onde, normalmente, abundam laranjais a perder de vista.
Foi pensando em tudo isso que me lembrei da horta do Costa que, apesar do nome pressupor uma pequena exploração agrícola, mais de índole familiar, quiçá de subsistência, essa horta foi uma espécie de prolongamento de outras hortas de amigos do Costa formando, no seu conjunto, mais que uma quinta, um autêntico estado agrícola, em que o outro estado, ficou completamente em estado de sítio.
O Costa da horta dos laranjais é uma pessoa impoluta, tal como outros amigos, que nunca fizeram mal a ninguém. Sim, porque o facto de terem aquele hábito de pôr milhões a voar, não quer dizer que sejam uns malfeitores, antes são até conhecidos como trabalhadores incansáveis que, quase permanentemente, trabalhavam muito mais que as oito horas diárias, sem nunca reclamarem sequer uma ou outra horita de serviço extraordinário. Vá, digam lá, onde é que hoje se vê tal coisa?
O grande problema disto tudo, é que o Costa da horta dos laranjais, com os respectivos amigos e colegas, nunca se aperceberam que, ao porem os milhões a voar, eles podiam pousar em qualquer sítio não identificado, inclusive numa qualquer horta, de qualquer deles, o que podia levar alguém a pensar maldosamente em distracções perigosas.
Para dar apenas um exemplo, não seria de estranhar que os dois Paulos par(a)-lamentares se insurgissem, como é costume, com todas as roubalheiras de que têm conhecimento, através dos jornais e telejornais da especialidade.
Se tal acontecesse, isso seria um escândalo extraordinário, dado que seria a primeira vez que eles agiriam por iniciativa própria, nas hortas do Costa e seus amigos, pois sempre estiveram apenas preocupados com as hortas dos seus inimigos, onde predomina a floricultura rosácea, em lugar dos tons alaranjados.
De qualquer forma, já há quem diga que a roubalheira já passou pelas quintas, dirigindo-se agora a caminho das hortas.
  

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