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afonsonunes

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26 Jan, 2009

Governo penumbra

 

 
Estamos desgraçados com esta coisa da crise e com aquela coisa da recessão que, parece, só agora começa a dar sinais de nos sair na rifa. È caso para dizer que já não era sem tempo, pois esta ansiedade de chega, não chega, já devia ter chegado, ou, finalmente, já cá está, estava a dar cabo da cabeça de muita gente.
O problema deve estar agora meio resolvido porque, finalmente, já podem estar descansadinhos, depois daquela brilhante intervenção de um tal de Ricardo, só superada ou, no mínimo, igualada por uma outra de há tempos, de uma tal de Judite. Isso só prova que temos gente brilhante, ao serviço dos entrevistados. Mesmo brilhantes.
Ficou devidamente provado que temos um governo em actividade que não presta e temos um governo sombra, que nem ao sol conseguimos dar por ele. Estes dois governos, já demonstraram que não conseguem ganhar a confiança dos exigentes e esclarecidos eleitores que, por acaso, até são os que mais se abstêm.
Depois, pelo menos o primeiro, fica completamente vergado às investidas de gatos assanhados, de unhas e dentes de fora, olhos esbugalhados, lançando aquelas labaredas bucais, que deixam o entrevistado completamente siderado, caladinho, a ouvir aqueles conselhos de mestres que tudo sabem.
É por isso que governos destes não nos servem. Tal como os governos sombra, que já deram o que tinham a dar. Agora, precisamos de um governo penumbra. Governo que só pode ser formado pela nata política do país, que é aquela que nunca nos governou, que o mesmo é dizer que nunca nos enganou. É aquela nata que nunca esteve ao sol, nem à sombra.
Daí que vão integrar o governo penumbra, que será anunciado dentro de dias. Mas, as minhas fontes, permitem-me levantar um cantinho do véu. Como já ninguém tem dúvidas de que é preciso mudar de política, só o conhecido Jerónimo tem argumentos para ir a PM. Para MEFO, só podia ir o Francisco, reputado economista, financeiro e orçamentista de primeira água. Para MNE convém ser um Feio, já que o Paulo não é virgem para estas andanças. Depois, lá fora, dá sempre jeito um careca. Para MJ, a opção tinha de passar por outro Paulo, por causa da falta de liberdade e pela impossibilidade da sua chefe voltar ao governo.
 Outras personalidades importantes preparam-se para integrar o governo penumbra, embora, por enquanto, sejam ministros sem pasta. Tudo porque a fábrica das ditas foi deslocalizada para parte incerta, aguardando-se que a PJ descubra o seu paradeiro. Sim, o país não pode esperar.
Mas, as perspectivas são óptimas. O Ricardo e a Judite não escapam à chamada a altas responsabilidades governativas. É óbvio. Depois há ainda o Mário, talvez para ME, o Carvalho, quase certo no MTSS, e até aquela mocita franzina, que não recordo o nome, tem sido muito citada para MA. Os cucos podem agora cantar de galo.  
Por hoje, já muito se revelou. Ah, O Manuel, também não pode vir para o governo penumbra, porque já passou tempo demais à sombra.