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afonsonunes

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08 Abr, 2009

Benfica-PS-Governo

 

 
 
O Benfica não joga com o PS, talvez porque estejam em campeonatos diferentes ou, como agora é mais correcto, estão em ligas diferentes. Talvez seja por isso que não ligam lá muito bem, ou então, será porque o Benfica tem andado muito alaranjado de há uns anos para cá.
Também o PS tem sido acusado de se ter alaranjado bastante, o que não se reflectiu, à primeira vista, nas suas relações com o Benfica. Como é sabido, Benfica e PS tinham cores vermelhas nas suas origens e, sem margem para dúvidas, foi nesse período longo da sua história que o clube da Luz brilhou por essa Europa e pelo mundo.
O PS deixou o punho fechado e o vermelho, voltando-se para a rosa, no símbolo e na cor. Eles lá sabem porquê. O Benfica voltou ao vermelho, nas camisolas, em busca da genica de outros tempos, mas a verdade é que a genica mudou-se para parte não incerta, mas bem conhecida de toda a gente. A mística, tal como os jogadores, também se transfere por mais ou menos dinheiro.
Pois bem, é tempo de perguntar onde é que entra o governo nesta história. Diria que o governo não entra, porque convém mesmo estar quietinho e caladinho, para não estragar arranjinhos que só não vê quem não quer.
No entanto, se considerarmos que os grandes negócios não se fazem com coisas pequenas, logo reparamos que o Benfica é muito grande, que o PS tem muita força e que o governo tem muito poder. Assim, estão criadas as condições para que os grandes interesses os queiram juntar, para criar interesses ainda maiores.
A grande dificuldade seria encontrar a via de junção, muito difícil em condições normais de negociação, porque isto não é a concertação social, nem tão pouco uma assembleia-geral ou um conselho de ministros.
Nem foi preciso pensar muito para que alguém descobrisse que a chave do problema estava no vender. Ora, em Portugal, nesta terra de bem dizer e de bem fazer, há três imagens que vendem às mil maravilhas. Só era preciso saber utilizá-las da melhor maneira, para que quem compra, não discuta o preço nem a qualidade.
Como a imaginação nunca faltou aos nossos melhores especialistas nessa área, depressa verificaram que bastava falar do Benfica, do PS, ou do Governo, sempre em separado, nada de misturas, para não chocar ninguém, e o negócio estava garantido. Sim, ainda agora o negócio continua garantido, porque não há ninguém indiferente a estes três colossos de imagem. E não adianta haver quem diga que ninguém gosta do Benfica. Do PS e do governo idem aspas. Há gostos para tudo.
Pois, agora, estará alguém a pensar que serão imagens tristes ou imagens sorridentes, mas fica ao gosto de cada um, adjectivar cada um dos colossos, conforme o que lhe vai na alma. Isso é do foro íntimo de quem lhe apetecer legendar as imagens.
Já quanto ao negócio, que é verdadeiro e substantivo, basta ver as imagens que nos transmitem os seus promotores, as cores com que as pintam e o juízo que delas fazem, em comparação com outras imagens que lhes associam.

Depois deste filme com três personagens, por mim, fico-me com um sorriso.