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afonsonunes

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Estes são apenas quatro de muitos mais que se podiam citar, para concluir que estamos num verdadeiro paraíso judicial, em antítese aos tão odiosos paraísos fiscais, agora nas bocas de todo o mundo.

Também poderíamos dizer o mesmo de Pedroso Rodrigues Costa e Torres. Pois, já percebi que não descobri nada de novo mas, precisamente porque não há nada de novo no sistema, é que me lembrei destes nomes, não a talhe de foice, mas a talhe de língua que, por acaso, até nem costumo esticá-la muito.
A verdade é que os nomes citados foram uns monstros durante muito tempo, foram o gáudio de muitos sonhadores com uma justiça ao jeito, foram os bombos de uma festa que divertiu foliões de várias espécies, ou espécimes de uma raiva que nem com a canina tem qualquer comparação.
A verdade é que o estado, endividado até às orelhas, gastou muitos milhões para chegar à conclusão que, afinal, foi tudo fogo de vista. Milhões que ninguém lamentou que não fossem utilizados onde tanta falta faziam, como se lamenta tantas vezes, com muita ou pouca razão. A verdade é que o estado é, para muitos juízes sem toga, uma fonte de virtudes, se dela pode beber, ou uma sarjeta onde escarra, se dali não leva nada.
Aposto que já ninguém se lembra, mesmo quem arrotava forte e feio contra todos eles. Mas, pelos vistos já passou. E de que maneira. Mas, e eles? Pergunto eu, que sempre pensei que as pessoas estavam acima de tudo, como frequentemente oiço dizer. Claro, noutro contexto, bem mais ao jeito de quem está sempre a jeito de ver as pessoas por ângulos mais obtusos. Sobretudo, as pessoas que mais detestam. Sabe-se lá porquê.
Há muita gente a ganhar estrelas e mais estrelas, completando constelações consecutivas, sempre na ânsia de, a seguir, conquistar o céu. Mas, tal como há o céu dos pardais, também deve haver, penso eu, o céu dos parasitas, como deve haver o céu dos abutres e até, o céu dos oportunistas.
Sinceramente, não sei qual vai ser o meu céu mas, nunca estará dependente da minha obsessão por qualquer estrela e, muito menos de qualquer constelação. Não acredito em fábricas de verdades, nem em paraísos terrenos, embora veja anjos com fartura, misturados com muitos mais anjinhos que os incensam constantemente.
 Para lá dos nomes citados, andam outros em grande ebulição, alguns a contas com julgamentos a decorrer, outros sem qualquer acusação, com ou sem investigações em andamento. Não sou eu que me atrevo a fazer prognósticos, do tipo de julgamentos na praça pública, que outros já fizeram e continuam a fazer diariamente, como se de novelas se tratasse.
Porém, olhando para trás, atrevo-me a arriscar que, como diz o povo, vai dar tudo em águas de bacalhau. Como de costume, é o povo que paga tudo. Mas, em contrapartida, espera que as águas não fiquem muito turvas por causa da qualidade do bacalhau. Nem tão pouco com pilhas de sal. Nem com alguma pimenta. Nem com muito picante.
Resumindo e concluindo, todos estes excessos de temperos, podem acabar por escamar as línguas mais inconformadas, como aconteceu com os nomes referidos. A menos que elas e eles pertençam a paraísos diferentes, ainda ocultos à minha vista.