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afonsonunes

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Fui à minha base de dados à procura de uma informação sobre este assunto, que tanto pode ser um mistério, como uma coisa que está mesmo à vista de qualquer olheiro de lentes ultra grossas. A verdade é que a base de dados nem sequer foi capaz de me oferecer uns vendidos ou alugados, que eu não me importava nada de pagar.

Sim, porque tudo o que é dado, não anda por aí a ser oferecido de mão beijada, muito menos quando se trata de trutas de qualquer actividade. Sendo assim, vejo-me na necessidade de puxar pela moleirinha, no sentido da esquerda para a direita, já que no sentido oposto o trânsito anda muito condicionado.
Depois, a meio caminho, surge ainda uma outra dificuldade de monta. Dois loureiros que, incompreensivelmente, parece que nada têm a ver um com o outro, em termos de parentesco, sendo embora da mesma família arbórea. Também não há dúvida de que ambos terão as suas ramificações, com folhas que são excelentes para a culinária embora, dizem, um tanto indigestas.
Além das dificuldades de percurso criadas pelos dois loureiros, esbarramos ainda com problemas de dinheiro, também a multiplicar por dois, um na forma de oliveira, outro na forma de um tino que, por sinal, falhou os cálculos de passar entre os pingos da chuva sem se molhar. Como as viagens eram longas, bem podia ter recorrido ao táxi. Aqui, deixou ficar bem patente a falta de tino
A oliveira, que não é da serra certamente, mandou dinheiro para todo o mundo, através de azeitona com caroço graúdo, enquanto o tino desatou o saco do caroço nas alturas nevadas, onde o bago era bastante difícil de localizar.
Dois loureiros, uma oliveira e um tino genial, todos metidos num caminho rumo ao paraíso dos predestinados da fortuna, exemplos de verticalidade igual à das árvores que aguentam firme, perante tudo o que parece que não é, mas que na realidade é mesmo.
São os símbolos de uma seriedade impoluta, soldados ao serviço do combate à riqueza dos outros, soldados em luta contra a corrupção dos outros, soldados prontos a matar os vícios dos outros, tudo como forma de preservar aquilo que os outros não podem ter, por constituir propriedade que só eles podem deter.
A minha base de dados não regista os fluxos que tão importantes podiam ser nestas migrações do caroço. Mas regista que há gente que anda a falar de caroço que corre da direita para a esquerda, mas que ninguém consegue ver, enquanto este caroço que corre da esquerda para direita, cujo caminho se vai iluminando, não merece qualquer reparo ou atenção de quem diz que caminha sempre a direito.
A minha moleirinha bem se farta de olhar para a esquerda e para a direita, tentando descortinar maroscas que devem andar muito bem dissimuladas, para passarem em claro a tantas outras moleirinhas que eu imagino bem mais discernentes que a minha.
Só tenho pena que certas bases de dados que deviam ser muito mais eficientes que a minha, se fiquem por um vazio confrangedor, quando toca à necessidade de processar informação indispensável à separação entre o trigo e o joio.
E, principalmente, a quebrar a tendência de certas espécies arbóreas, que não passam de ervas daninhas, de quererem abater árvores a sério, para alastrar a sua área de infestação.