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afonsonunes

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09 Mai, 2009

Sondagens

 

Como não tenho nenhuma sondagem para revelar, resolvi fazer os meus estudos de opinião sobre as sondagens dos outros, por me parecer que há aspectos verdadeiramente interessantes, que os seus autores não nos disponibilizam, não sei porquê.
Começo pelo CDS-PP, partido que, segundo o nome, é Centro, é Democrático e é Social. Sinceramente, não compreendo nada disto, pois passo a vida a ouvir dizer que é um partido de direita. Então, o nome diz que é Centro e as pessoas dizem que é de direita? Será que quer dizer Centro de Trabalho? Nesse caso, cuidado com o plágio.
É que, até os seus dirigentes não se cansam de afirmar que são os representantes da direita portuguesa. E, com todo o orgulho, o que só lhes fica bem. Mas, já quanto ao nome é que não vale. Isto pode baralhar os eleitores menos esclarecidos, que podem olhar para ele e pensarem que é uma coisa, e depois é outra.
Mas, o que mais confusão me faz, é o PP, Partido Popular, também no nome, claro. Se realmente fosse popular, não acredito que lhe atribuíssem aquela percentagem tão, pois, nas sondagens. Não, há qualquer coisa que não joga. Popular, só se for o Paulo, por causa do sorriso e dos locais onde mais faz propaganda.
O PCP é o único cujo nome constitui uma capicua, o que é sinal de sorte, logo, de prosperidade. Só não compreendo o motivo porque quando sobe nas sondagens, o PSD desce, e quando este sobe, o PCP desce. Não acredito que haja qualquer confusão com os nomes, pois ser Comunista e Português, não se parece nada com ser Social e Democrata. Falo, como é óbvio, na nomenclatura.
Por outro lado, não entendo o motivo porque o PC é Português e o PS não. Na nomenclatura, claro. O PS também podia denominar-se PSP, Partido Socialista Português, e assim já não havia estas dúvidas que me andam a bailar na moleirinha. Uma coisa é certa. Os Secretários de ambos já conheceram melhores dias quanto a simpatia, mas as sondagens dão uma grande vantagem ao do PCP.
O BE, não tem Partido no nome, senão seria PBE. Suponho que deva ser um bloco retirado de um partido que, ao que parece, deixou o PS a abanar pois, em qualquer construção, um bloco a menos é sempre um rombo na estrutura. Deduzo que tenha sido aquele bloco do lado esquerdo, mas isto é uma dedução apenas baseada nas sondagens.
Também não entendo o motivo porque o BE e o PCP andam naquele sobe e desce, a ver qual deles está mais tempo acima do outro. De vez em quando trocam. Tenho cá um pressentimento que tudo isso depende do que faz o PSD, que acaba por condicionar o PCP, enquanto aquilo que faz o PS, condiciona os ânimos no BE. Peço que não levem muito a sério esta análise pois, tal como as sondagens, também ela tem uma certa dose de palpite pessoal. E, para palpites, sou um desastre.
Porém, aquilo que me faz mais confusão nas sondagens, é o facto de ninguém gostar do PS e do José, tal como ninguém gosta da Manuela do PSD. Depois, são os únicos que aparecem nelas com condições para governar. É exactamente por isso, que não entendo a popularidade do Francisco do BE, o mais simpático de todos mas, em intenções de voto, fica muito longe daqueles de que ninguém gosta. É esquisito.
Depois, em termos de sondagens, há algum tempo que o PS ronda os não sei quantos por cento, enquanto as maiores variações se verificam entre os restantes, todos à distância. Não acredito que a luta eleitoral tenha tendência a travar-se apenas do segundo lugar para baixo, como acontece na guerra do futebol, em termos de Primeira Liga.
Sobretudo, não acredito, porque o PS nem sequer tem o árbitro a seu favor.