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afonsonunes

afonsonunes

15 Mai, 2009

É uma injustiça

 

Não sou muito entendido em questões de economia, para lá de saber contar e recontar os euros que trago no bolso para as minhas despesas de algibeira. Por isso, admito que esteja a falar de cor num assunto que me preocupa bastante. Aliás, o assunto que vem a seguir, preocupa muito mais gente. E, quanto a falar de cor, não tenho dúvidas de que não sou o único.
Pois bem, mesmo sem fazer contas de cabeça, calculo o dinheirão que o estado gasta com as investigações que acabam por não trazer qualquer resultado que leve os cidadãos a pensar e a sentir que foi feita justiça, dando como bem empregue esse dinheirão que sai dos cofres do estado.
Mas, quem enche os cofres do estado, para que se possa tirar de lá esse dinheirão, são os cidadãos que pagam impostos que, por acaso, até não são muitos, em relação aos que de lá tiram qualquer coisa.
Uma vez que muitos dos processos que motivaram grandes e intermináveis investigações acabam por não encontrar ninguém culpado, apesar de haver muitos à partida, e muitos mais no desenvolvimento das operações de procura, não sei se da verdade se da mentira, talvez fosse conveniente repensar esta maneira de levar o nosso dinheiro para um poço sem fundo.
Talvez esse dinheirão desse para pagar muito mais subsídios de desemprego. Talvez chegasse para dar de comer aos que não podem ou não querem trabalhar. Talvez pudesse servir para ir buscar mais médicos e enfermeiros ao estrangeiro. Talvez até desse para dar mais uns euros aos partidos.
Pois é. Mas, para isso, era preciso que alguém pagasse o dinheirão que vai para as investigações que nunca mais acabam. Basta só pensar em todas as que, a pouco e pouco, vão ficando pelo caminho, sem qualquer conclusão, para lá daquela que todos nós conhecemos. E essa é zero.
Porém, nem tudo foi por água abaixo. Há sempre alguma coisa que se aproveita, e há sempre alguém que se aproveita, beneficiando dos nossos sacrifícios. Neste caso, é o povinho inocente que paga duas vezes. Paga a justiça e paga a quem beneficia dela, comprando o produto que essa justiça proporciona aos meios de comunicação social, especialmente as televisões que, ainda por cima, nos massacram dia e noite, sempre a repetir a mesma ladainha.
Pois bem, está na hora de serem elas a pagar as investigações que só a elas dão lucro, contando com profissionais de alto gabarito no fornecimento de material informativo perfeitamente ajustado às necessidades do sedento telespectador que tudo engole sem o mais pequeno sinal de vómito.
Desculpem-me. Acabei de ter uns minutos de perfeita sonolência mental.