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afonsonunes

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29 Mai, 2009

Eu, provador

 

Sim, porque eu posso provar que não tenho nada a esconder sobre a nomeação do meu sucessor, nem ando há imenso tempo a fazer caixinha para que eu continue, antes que venha alguém, de quem alguém não goste. Portanto, eu posso muito bem ser provador.
Além disso, o provador não pode ser escolhido pelo dono dos cargos, porque se ele já é dono, não precisa de escolher nada, nem ninguém. Logo, tem de ser alguém que esteja obrigado a estar contra ele.
Ora, alguém contra ele, tem de ser escolhido por quem me pôs lá a mim. Sim, porque daqueles que estão contra o dono dos cargos, só pode ser um dos nossos, porque os outros não contam para nada. Imagine-se a gente a queixar-se a Deus. Não faz sentido. A Deus a gente reza. Se queremos queixar-nos tem de ser ao Diabo.
Sendo assim, entre os nossos, há gente muito respeitável, designadamente, na Madeira, em Gondomar, em Oeiras, entre os ex-bpn’s, alguns ex-camarários alfacinhas, e isto para não subir aos ex ministeriáveis e outros insignes, exclusivos e excelentes candidatos a provadores. Sim, porque os provadores têm de ter já provado alguma coisa.
Não convém citar nomes, porque isto é um assunto de estado de sítio, logo convém ter muita discrição. Até porque a discrição não é para usar sempre, nem por todos os respeitáveis interessados.     
Como se prova à evidência, o dono dos cargos só posso ser eu, emérito provador de serviço, ou quem aqui me meteu. E mais ninguém