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afonsonunes

afonsonunes

17 Jun, 2009

Deixa-me rir

 

Cada qual tem a sua maneira de reagir às situações que se lhe deparam no dia-a-dia, tal como cada qual tem a sua maneira de as viver quando lhe tocam na pele. É natural, e não é isso que torna as pessoas melhores ou piores que as outras, como muitas vezes parece depreender-se daquilo que vemos e ouvimos.
Há quem tenha uma certa tendência, julgo que um tanto egocêntrica, para exprimir as suas opiniões de forma a colocar outras pessoas pelas ruas da amargura, como se isso lhe desse um prazer especial, por estar a contribuir para influenciar opiniões alheias, quando não, com a convicção de que tudo o que diz, é uma verdade indiscutível.
Quantas vezes se verifica que essas verdades, não só são discutíveis, como facilmente se demonstra que não resistem à mais simples análise dos factos que as envolvem. E, infelizmente, essa prática vem-se tornando recorrente, resultando num aparente sucesso no imediato mas que, a prazo, e com a sistemática repetição do processo, vai conduzindo à real identificação de tais métodos e intenções dos seus autores.  
Certamente que essas pessoas, também ouvem opiniões de outras pessoas que opinam em sentido contrário. Estas divergências de opinião são normais e até salutares, tendo em conta que ninguém é senhor absoluto do conhecimento e do saber. E, já agora, do conhecimento e do saber que possui, quem se adjectiva com mimos menos dignos.
Por esta ordem de ideias, quem não pensa como elas, depreende-se que lhes mereçam o mesmo respeito, que não têm para com quem põem permanentemente pelas tais ruas da amargura. Essas pessoas não admitem que lhes faltem ao respeito, e muito bem, mas respeitar os outros, isso é que elas não sabem.
Quando se insiste em ridicularizar alguém de forma persistente e continuada, sempre com o mesmo tipo de argumentos e insinuações que, espremidos não dão em nada, seria mais curial que, por comparação, se fizesse uma reflexão sobre o eu e o ele ou ela.
É fácil ir na onda que não afoga ninguém, ou, como agora se diz, ir atrás do que está a dar. E o que não está a dar mesmo nada, é reprimir impulsos, conter desejos, encarar realidades, que podiam e deviam manter-se dentro dos limites do razoável civismo a que todos os cidadãos estão vinculados, ainda que só moralmente.
É fácil achincalhar, em nome de uma luta que, por mais que se diga que é corajosa e justa, não passa de uns assomos de procura de qualquer coisa que, por não ser clara, anda escondida nas brumas da mente. Mas, tudo se adivinha no tempo devido.
O resto, são desesperos, ou simplesmente exageros, que por vezes me fazem rir.