Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

afonsonunes

afonsonunes

18 Jun, 2009

Moniz da Costa

 

Parece que o maior do mundo está em vias de ir para eleições. Se assim é, estou ansioso por conhecer os candidatos, pois não cabe na minha cabeça a ideia de que haja eleições e não haja candidatos. Claro que, para mim, só são candidatos, ou candidatas, aquelas pessoas que tenham hipótese de trabalhar com fé em Jesus.
Não se pense que basta dizer que desta vez as rezas já estão feitas para se ganhar o céu das ligas, das taças e das copas. A gente já ouviu essas rezas em espanhol e em português, todos muito sabidos mas que, por causa da luz, ficaram todos cegos com as faíscas que provocaram curto-circuitos arrasadores.
Portanto, candidatos a sério, têm que ser à prova de rezas que sejam mais eficazes que os modestos fiéis a quem Deus parece definitivamente não querer ouvir, como tem acontecido, de maneira bem evidente, nos muitos anos para trás.
Há nomes que não encaixam no mundo da bola, tal como há rezas que não passam mensagens de fé. Certamente que toda a gente se lembra dos muitos Pintos que têm singrado nesta religião dos relvados. Por analogia com os pintos que gostam de esgravatar na erva à procura dos vermes de que tanto gostam.
Depois há os Costas, sim os Costas, que não se importam de andar de costas direitas para se governarem à grande e à francesa (isso era dantes, não é?). Agora, dobram a mola como os Vieiras, por exemplo, que trabalham de sol a sol, com pouco mais que o ordenado mínimo.
Esta má-língua só serve para dizer que os candidatos ao maior do mundo, não podem ser os menores do país, por muito que rezem a Jesus por um futuro melhor. É preciso rezar, sim senhor, mas tem de se ter um nome compatível com as rezas.
Ora ainda agora ouvi dizer que havia um sujeito que eu não conheço de lado nenhum, um tal Moniz da Costa, que talvez se vá candidatar. Não compreendo o talvez, pois tem desde já todo o meu apoio, e afirmo que essa hesitação não se deve a ter dúvidas de que vai ganhar.
Para mim, o facto de ser Moniz, já é um rótulo de qualidade garantida, oriundo da mouraria rica e bem-falante, que deslumbra o país o de lés a lés. Mesmo o país que não gosta de mouros e de vieiras.
Porém, ser Costa, é um privilégio que o maior do mundo não pode deixar fugir, sob pena de ficar mais uma década ou duas, a ver os navios que passam ao largo. Ora, o maior do mundo não pode perder tempo com essas coisas de passatempos de terceira idade.
Desta vez, o maior do mundo talvez tenha um candidato que, sendo Costa, vai entrar sempre em campo, como papa, com Jesus ali ao lado, sinal de que os tempos de mala pata ficaram definitivamente para trás.
Moniz Costa será o candidato da fé em Jesus crucificado, antes de ter tempo para retirar o poder papal ao Pinto, que também é Costa, por sinal, um homem que não gosta de vieiras, mesmo feitas por grandes mestres de culinária.       
Sinceramente, gostava de ver esse duelo de gigantes, entre o Moniz e o Pinto, ambos Costas, sabendo que, nos filmes, os maus nunca se abatem uns aos outros.