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afonsonunes

afonsonunes

28 Ago, 2008

Sugestão

 

 
 
Andam por aí uns fumadores relapsos que têm de ser metidos na ordem, custe o que custar. O problema é saber quem tem competência, melhor, quem é capaz de desempenhar tão espinhosa missão.
Contudo, já há um historial interessante que nos pode orientar na escolha, quer por experiências anteriores, vulgo currículo, quer pela independência duzentos por cento reconhecida unanimemente.
Não há dúvida de que os fumadores são um alvo perfeitamente fácil de detectar, pois a pituitária dos não fumadores é bastante sensível aos odores que se espalham nos ares, sejam eles interiores permitidos, ou não permitidos.
Apesar disso, os inveterados fumadores escondem-se em locais esquisitos, caso dos casinos ou dos aviões, ainda que se encontrem na Conchichina.
É por isso que é preciso especialistas para lhes dar caça.
E é por isso também, que no ‘público’ já se ganhou uma tradição de eficácia que justifica plenamente o seu aproveitamento para a próxima grande descoberta, que vai ditar muitos dias de manchetes e aberturas de telejornais.
Vamos imediatamente à questão.
O nosso primeiro prometeu solenemente que já deixou de fumar. Mas acontece que há por aí muita gente que não acredita nisso, nem em nada do que ele diz. Logo, é preciso tirar as coisas a limpo. Sim, porque ele pode deixar de fumar no avião, no comboio ou no carro oficial. Pois pode!...
Mas, e em casa? Qual casa? Na casa onde vive, claro, e onde dorme. Pois!…
É aqui que entra o ‘público’ no privado. O nosso primeiro não pode fumar em casa, porque fez uma promessa. Logo, o amigo ‘público’, tem a obrigação de nos dizer claramente, se o nosso primeiro fuma ou não fuma, já que é a entidade mais habilitada e isenta para nos dar essa preciosa informação. Depois, já sabe como deve fazer.
A casa deve ter um buraquinho na fechadura. Talvez não permita ver grande coisa, mas, metendo lá o nariz, talvez se possa deduzir…
Vá lá, que está mesmo na hora de andar depressa, pois estamos quase em dois mil e nove. Até lá, é preciso dar uma de jeito, todos os dias… e dar uma ajudinha a quem bem precisa.