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afonsonunes

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02 Mai, 2015

À BADALADA

 

Começam a ser cada vez mais agressivos, aqueles que não podem afirmar-se pelas virtudes daquilo que defendem pois, está na cara, que já concluíram que não vale a pena. Já nem eles acreditam no que dizem.

E isto ainda muito longe de a coisa se decidir. Lá mais para diante, quando a coisa começar a escaldar, é imprevisível o que eles vão dizer e fazer. É óbvio que eles têm de se confortar mutuamente, mas fazem muito pior.

Fazem um coro de alarvidades contra quem lhes tira o sono. Desopilam por onde podem, inventam para além do imaginário, escondem para além daquilo que toda a gente vê. Até eles veem, mas fazem de conta que não.

Já tenho perguntado a mim próprio o que será que eles querem. Talvez pensem que, com o que fazem e dizem, toda a gente se rende à violência dos seus desvarios. Assim, a coisa está no papo. Tão fácil ver a coisa assim.

Mas, em boa verdade, e ao contrário do que eles pensam, vivemos em democracia, coisa que eles detestam mas, para ganhar a coisa, é preciso ter argumentos. Coisa que eles não apresentam. Porque os não têm.

Aqui, o ataque encarniçado, mesmo feroz, nem sequer serve de defesa. Como em qualquer jogo, tem de se usar a cabeça para ganhar. Sim, porque só com a língua não se ganha nada. Sobretudo, se não for limpa.

Se há coisa importante na vida, esta coisa que está a perturbar certa gente, é demasiado importante para que tudo seja decidido por quem quer resolver à badalada. Se pudesse, seria à vergastada. Mas não pode.