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afonsonunes

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12 Fev, 2015

A BOLSA E O BOLSO

 

Para gente acima do nível predominante na sociedade portuguesa, a Bolsa é aquela casa onde se não joga a feijões, como muita gente sabe. Para os que nem sabem o que isso é, limitam-se a pensar numa bolsa de merenda.

Mas ainda há aqueles que já nem conhecem bolsa nenhuma. Nem a do jogo, nem a da merenda, pois agora são quase todos a usar a marmita em lugar da bolsa. Sinais dos tempos. Até há bolsas conhecidas por mochilas.

Haverá muita gente que nunca se apercebeu desta coisa das bolsas que até servem para trazer o dinheiro. Mas não de quem está integrado em bolsas de pobreza. Porém, há gente mais idosa que sabe isso tudo.

Hoje ouvi falar da bolsa dos portugueses que viram algumas mãos alheias, introduzir-se nelas com todo descaramento. Fiquei na dúvida se essas bolsas seriam os bolsos dos infelizes que se viram com eles despejados.

Esses infelizes, agora considerados otários a quem se pode meter as mãos nos bolsos, sem qualquer contestação, são os moles desta sociedade acomodada que emprenha pelos ouvidos e aplaude as torturas que sofre.

Os duros são aquela nata que se permite tomar posições sobre os moles, que lhe permitam depois curvar a espinha obedientemente perante quem lhes garante a continuação de força e de poder abusivo sobre o povo.

Sobre o povo que de tão massacrado já nem levanta a cabeça para não ter que os encarar. Não só pela dureza, mas por serem impiedosos. Até para com os povos que os enfrentam e não lhes temem a dureza do olhar.

A confusão entre bolsa e bolso pode até ser geracional. A idade de alguns duros, pode ter outras memórias e outra noção de relações solidárias e mesmo até de alguns egoísmos perigosos. Para esses, ainda há cura grátis.

 

 

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