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afonsonunes

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Amiguinhos, se vos quereis salvar, dai à bomba… Em boa verdade, os amiguinhos das bombas de combustíveis secas, bem que gostariam que o país já estivesse parado em grandes filas de carros que ali chegaram com muito custo, graças ao esforço hercúleo de condutores musculados que conseguiram empurrá-los até ali.

Obviamente que eles não tinham sede de combustíveis. Tinham sede, e muita, de verem ‘bichas’ de gente revoltada, não a lançar bombas, daquelas que fazem pum, claro, mas com vontade de queimar todos aqueles que lhes contrariassem o gozo de ver gente desesperada perante problemas de arrepelar os cabelos por não conseguirem resolvê-los.

De repente começaram a aparecer os amiguinhos dos causadores desta eminente tragédia, mostrando o seu repúdio por aqueles que logo se aperceberam que algo de muito grave podia acontecer se consentissem que a ameaça de parar o país fosse por diante. Tudo em nome de uma solidariedade criminosa e contra necessidades e direitos básicos dos portugueses em geral.

Ninguém tem o direito de parar o país, pois parar o país é atentar contra a vida de pessoas, contra gente que tem de trabalhar, que tem de se curar, que tem de ajudar quem precisa, que tem de viver, por muito que se valorizem direitos e solidariedades que têm travões legais à tentação de os sobrepor ao funcionamento do país no seu todo.

Quando se pretende tornar coitadinhos certos arautos de direitos sem limites, é evidente que se está a praticar um ataque aos cidadãos que têm de estar defendidos de todos os radicais que só veem a sua obsessão por fazer bem a quem só está a praticar o mal. Todos os direitos e seus atropelos têm resolução através de vias legais, no tempo próprio e em lugares próprios.

Entendem todos esses coitadinhos que se consideram vítimas de abusos de quem tem a obrigação de pôr ordem na desordem, que o diálogo é a aceitação pura e dura dos seus desejos, dos seus excessos de linguagem e dos seus procedimentos nitidamente condenáveis. Em contrapartida, tudo tem de lhes ser permitido, ainda que ilegal, imoral e atentatório da dignidade e da honra de quem cumpre simplesmente o seu dever.