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afonsonunes

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Quando estou farto desta pasmaceira, pego na mala e vou até à China. Não sei porquê mas, depois da Venezuela, apaixonei-me por este longínquo país. Agora são estes os meus dois grandes amores.

Sobre alguma coisa havia de aprender com os nossos governantes. Ao fim de tanto ouvir falar das suas maravilhosas viagens a esses paradisíacos destinos, rendi-me completamente. E lá fui eu.

Neste preciso momento em que escrevo estas linhas, estou na China, precisamente à hora em que se realiza esse fantasmagórico Benfica-Sevilha, em Turim. Resolvi vir para aqui, pois em Portugal não dava.

É um reboliço tremendo por tudo quanto é sítio. Dizem que foi para lá muita gente que tinha o sangue a ferver. Fizeram muito bem. Mas, mesmo assim, ainda ficou cá gente a mais. E eu fugi para a China.

Já aproveitei para ouvir aqui a fadista predileta, que não cantou em chinês. Já aproveitei para ver e ouvir aqui, os meus ídolos da política nacional, a falar sobre o país deles, mas não os ouvi falar do meu.

Como não podia deixar de ser, já falei com os empresários amigos. Pretendi saber o que estavam a vender. Fartaram-se de rir. E não tive outro remédio senão ir comprar umas bugigangas às lojas chinesas.

Mas é bom estar na China. A gente fala em chinês e eles só querem que falemos em português. Dizem que é mais chique. Realmente, os chineses são do outro mundo. Fazemos bem em aprender com eles.

Eles ensinam-nos como se trabalha de borla e como se respeitam os direitos humanos. Nós ensinamos-lhes aqueles truques básicos de como se foge ao fisco e se fica milionário sem assaltar bancos.

Ora, ora!... Afinal vim eu de Portugal até à China, para ver o jogo Benfica/Sevilha, pela TV chinesa, e fiquei para aqui a expor a minha vidinha ao sol. Se bem me parece, neste momento, ganha a China.   

Aqui estou eu em minha casa, uma casa portuguesa. Coloquei a mala do computador junto à mesa onde coloquei o dito e caprichei em pesquisar o melhor site chinês. Estava inundado de negócios lusos.

Quando me dá na real gana de ir até à Venezuela, faço exatamente o mesmo. Mala vazia, computador em cima da mesa. É assim que eu acompanho as grandes viagens dos meus ídolos. Gozo mais que eles.