Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

afonsonunes

afonsonunes

05 Jul, 2014

A EFETIVA

 

 

Hoje estou muito mais feliz do que ontem, graças ao facto de um dos meus mais apreciados governantes, me ter convencido de que existe uma possibilidade efetiva de me sair a taluda. Fiquei radiante.

Como não sou muito entendido nestas coisas da política pura, principalmente da dele, fiquei a magicar nessa de ‘possibilidade efetiva’. Até agora só conhecia a efetiva, lá dentro e outra cá fora.

Mas essas têm a ver com estar à frente das grades ou atrás delas. Ora, governantes não rima com grades. Logo, aí não podia haver nada efetivo. Embora, na verdade, se trate só de uma possibilidade.

Mas, dado tratar-se de um governante a sério, embora se ria muito, logo me apeteceu perguntar-lhe quando era isso e como é que eu devia jogar para me sair essa milagrosa e milionária taluda efetiva.

Quando caí em mim, logo pensei se eu não estaria a entrar numa situação vagal indefinida. Ou se não estaria o meu governante predefinido, a sair desse tipo de situação. Vagamente, não percebo.

Essa possibilidade efetiva, deve ser assim do género de um consenso vagal entre os bons e os maus políticos. Haver uma possibilidade em milhões de hipóteses, é esperar um consenso entre desmaiados.

Talvez o meu ídolo político esteja já a contar com a venda de praias como na Grécia. Ou, quem sabe, se não está já a ver soluções muito mais ambiciosas, como a venda da Madeira, Porto Santo e os ilhéus.

Talvez assim, a efetividade da possibilidade aumente mil por cento. E se no negócio entrar o dono efetivo daquelas pérolas, então o país estará salvo, até porque é só vender mais um pouco do estado.

E o estado só dá prejuízo, como diz Passos. E se Passos fosse parte integrante do estado? E se alguém oferecesse por ele um preço justo? FF disse no DN: 'Tirem a gravata da língua'. Prometo que tiro.