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afonsonunes

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Jesus não é sucateiro mas é evidente que está sujeito a ter de mostrar a sua face oculta, onde podem descobrir-se as frequentes prendas que oferece, sempre que entra num negócio de altas responsabilidades.

Deve ter todo o cuidado para não passar por Aveiro. Os ares da ria andam muito poluídos e o risco de ficar por lá internado, como o sucateiro, são muito elevados. Depois, tem de provar que filosofar, não é ser filósofo.

É verdade que Jesus não dá caixas de bacalhau a ninguém, nem se mete com telefonistas indiscretas, mas ganhou aquele hábito de obsequiar os seus queridos adversários. Podia lembrar-se do seu presidente, mas não.

Ainda não houve um amigo sequer que o avisasse dos riscos que anda a correr. Qualquer dia aparece envolvido no negócio de golos na sucata. Depois, quero ver como é que ele mostra a outra face e revolta o cabelo.

Mas, os seus riscos não se ficam por Aveiro. Em Lisboa está na iminência de ser acusado de prevaricador. Toda a gente sabe que ele não perde o terrível defeito de proteger o seu amigo Artur, a troco de uns franguinhos.

Ele não sabe, nem ninguém o avisa, que dar trabalhos a amigos, sejam eles doutores ou futebolistas, dá choldra. Mesmo que o trabalhinho seja bom e bem feito. E, não esquecer de dizer que filosofar, não é ser filósofo.

Realmente o problema maior de Jesus prende-se com a sua filosofia. E isso é muito perigoso. Nas conferências de imprensa antes dos jogos tem filosofia a mais. Nas conferências com os jogadores tem filosofia a menos.

Por um lado, é bom ter uma filosofia diferente de outros filósofos, por causa da justiça. Por outro, é mau porque já há quem insinue que são os jogadores que lhe dão a tática comportamental antes dos jogos. Ai, Jesus!

 

 

 

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