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afonsonunes

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06 Jul, 2015

A GRANDE VITÓRIA

 

Sinceramente, não gosto de trazer para aqui transcrições de notícias publicadas. Porque acredito que quem anda por aqui, faz o mesmo que eu. Lê essas notícias e depois forma a sua opinião. Que depois expressa.

Mas hoje não resisti a quebrar a minha regra geral. É que eu não teria palavras para dizer a mesma coisa que li. Por exemplo: ‘Digam aos portugueses que na Grécia também lutamos por vocês’. Senti um arrepio.

Sobretudo, devido às constantes manifestações de uns certos sujeitos portugueses anti gregos. Estes e outros, como espanhóis e irlandeses, segundo também já li, manifestam uma certa inveja desta coragem grega.

Não estou certo de que haja essa inveja, mas pode haver outra espécie de orgulho. E, com eleições à vista, vale tudo. Mas admiro a coragem do povo grego. E volto a citar o que li hoje, ‘o orgulho é mais importante que o dinheiro’.

Para o povo grego, sim, mas para os responsáveis pela orientação atual da política portuguesa, obviamente que não. Até porque o único orgulho que alimentam é o da submissão sem limites.

Para os atuais maiorais do nosso país, o poder do dinheiro vale mais que o orgulho de defender os portugueses e os seus interesses. Para os gregos, essa ideia está totalmente errada.

‘Não sei se conseguiremos ou não um acordo. Mas se tivermos de deixar o euro, pelo menos fazemo-lo de cabeça levantada’. Como esta noção de independência colide com a noção interesseira que por cá se pratica e se defende.

Ontem havia gregos que se diziam contentes, mesmo sem dinheiro. E festejaram, apesar das dificuldades passadas e que, certamente, sabem que virão a agravar-se. Mas sentem que estão de cabeça bem levantada.

Nem sempre os heróis triunfam. Mas nem por isso o seu heroísmo foi em vão. Há sempre um princípio para tudo. Do mesmo modo que tudo tem um fim. Tudo depende dos princípios e dos fins de quem exerce o poder.