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afonsonunes

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Portugal e a Europa precisavam de um forte abanão para acordar quem teima há muito tempo em não querer encarar a realidade da vida das pessoas que cada vez têm menos voto na matéria. Que é a sua vida.

A Grécia teve a coragem de intensificar os sinais que já vinham de trás. Soube lê-los e não hesitou em mostrar à Europa que o caminho que ela tem seguido só pode terminar no abismo. E mostrou outro bem diferente.

Certamente que não conseguirá impor o seu trajeto como desejaria. De qualquer forma, o alerta está dado e o futuro dificilmente será como tem sido o passado recente. A lição da Grécia já criou raízes que vão crescer.

Há quem diga por aí que é um perigo haver por cá quem nos queira aproximar da Grécia. Mas também há quem replique que o maior perigo é querermo-nos afastar da Grécia. Tudo depende daquilo de que se fala.

A nossa aproximação à Grécia, no que toca à coragem de quem tem obrigação de defender os portugueses das consequências desta austeridade, seria um grande benefício e não o desastre que se apregoa.

Até parece estar a vir ao de cima a natural veia filosófica grega, contra a bastarda aldrabice de uma certa casta lusitana. Felizmente que há muitos portugueses, parece que cada vez mais, a preferir a boa filosofia grega.

Portugal nem sempre foi como está agora. Fala-se muito de valores. Pois, há valores de toda a ordem que voaram rumo aos astros. Pena é que com eles, não tenham seguido os seus promotores, defensores e beneficiários.

Mas esses ficaram por cá, porque sem esses valores, quem ficou valorizado, foram eles. E a filosofia dos gregos quer que rapidamente esses valores voltem. Valores de justiça, de solidariedade e humanidade.

A filosofia dos direitos para todos os cidadãos, contra a tirania do esmagamento de quem não pode defender-se dos ataques ao que é seu. Contra a força crescente e imoral que pretende calar as vozes mais fracas.

A Grécia está a ensinar à Europa como deve pensar diferente. Portugal devia estar do lado dos mais fracos, face à sua fraqueza. E esse lado, é o lado correto para tentar defender a grande maioria dos portugueses.