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afonsonunes

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24 Fev, 2015

À GREGA

 

Mais uma vez repito que nós, portugueses, não somos a Grécia. E não sou só eu que o digo. O pragmático Portas também o diz e esse, com aquela autoridade que se lhe reconhece. Tudo porque a Grécia não é Portugal.

Por exemplo, ainda não ouvi dizer que os processos judiciais importantes que eles têm em lista de espera, não estão numa garagem. Que eu saiba, eles não têm a felicidade de ter tão bons e isentos agentes como nós.

Portas sabe que os gregos não têm, tal como nós, processos de submarinos estacionados numa garagem. Nisso, estamos em pé de igualdade. Mas nós temos lá BPN’s e Marqueses e os gregos não.

As garagens portuguesas albergam processos com vidas muito diferentes. Uns, são mexidos todos os dias, para não criarem bolor. Outros, ficam lá até apodrecerem. Nesse aspeto, os gregos deixaram apodrecer tudo.

Nós não somos a Grécia. Na nossa garagem só apodrece o que se coloca no chão húmido. Na Grécia, não há humidades. Está tudo seco, ou enxuto. Tesos, mas secos. Os gregos têm bons motivos para não ser portugueses.

Tanto assim é que acabam de dizer como é que eles querem cumprir austeridade. Sim, eles aceitam-na. Mas querem que a pague, quem a pode pagar. Mais, que a paguem aqueles que, como em Portugal, se riem dela.

Porque será que em Portugal nunca mais se aprende nada? Os gregos já descobriram uma boa maneira de não serem portugueses. Será que em Portugal se não descobre uma boa razão para sermos gregos? Que pena.