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afonsonunes

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10 Nov, 2014

A MEIAS

 

Inevitavelmente, tenho de me subordinar à matéria da atualidade política nacional e essa, nem seria necessário dizê-lo, é José Sócrates. Este é o homem que, por cima dele só tem o céu, mas com esse pode ele bem.

Para muita gente ele será um enigma. Mas um enigma em que aparece sempre colado a alguém como Passos Coelho. Quem souber decifrar enigmas, por favor, contate-me e explique-me as semelhanças entre eles.

Obviamente que Passos Coelho, ah desculpem, pois esqueci-me do Pedro. Acima de Passos só há Sócrates. Entre um e o outro, há uns residentes no TC e na PR. Já nem falo de Paulo Portas, pois esse é vice de todos os vícios.

Entre Sócrates e Passos tudo é a meias, para todos os que têm opinião credível, como Marcelo e seus companheiros, ou partidos como o PC e o Bloco. Ao baterem em Passos e no governo, Sócrates e o PS não escapam.

Já dividiram o BPN, faltando saber com quanto ficou cada um deles. Agora Passos e Sócrates estão a repartir o BES. Diz-se que são mil e quinhentos milhões a meias. Quando se diz que foi a família, devia dizer-se as famílias.

Porém, como isso mete paraísos fiscais, é natural que Sócrates tenha tudo em seu poder, com o compromisso de, mais tarde, partilhar o bolo com Passos. E aqui, cautelosamente, nunca me atreveria a dizer, ponto final.  

Agora, há uma coisa a que eu chamaria ponto inicial. E, para comprovar o que vou dizer, basta olhar aos antecedentes. Sócrates receberá o Grande Colar e Passos receberá a Ordem do Infante. D. Henrique, se verá depois.

E aqui está o grande enigma com que se debatem os portugueses. Será Sócrates a decidir o seu futuro. Porque o futuro vai depender das eleições e as eleições dependem de quem conseguir cativar a simpatia de Sócrates.

E aí, neste momento, Costa está em baixa. Sócrates fala mais de Passos e do governo, que lhe retribuem a simpatia em dobro. Secundados pelas suas claques fiéis e bem alinhadinhas. Com toques de charme de Belém.

Apesar de estar em desvantagem, António Costa tem esperança de vir a conseguir o apoio de Marco António Costa. Pela afinidade nos nomes, mas também por ser o sósia de Passos. E um fã incondicional de Sócrates.