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afonsonunes

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Confesso que não sei quantas línguas fala o nosso segundo mais alto representante. Não sei mesmo se ele fala o português corretamente, atendendo às constantes divergências entre o que diz e a realidade.

Ainda agora cometeu mais uma incorreção com os gregos sobre o nosso apoio. Ao que parece, também originado por não ter entendido bem a língua inglesa de um jornal. Logo, devia ter falado aos gregos em inglês

Mas tudo indica que o seu alemão é corretíssimo. É ver que não há a menor divergência entre o alemão dele e o da sua mestra germânica. É ver como ele se mostra à vontade nas fotos que nos chegam de Berlim.

Nas reuniões em que ambos participam, não se vê com eles nenhum intérprete, quer do lado dele, quer do lado dela. Nem tão pouco se vê aquela gesticulação que ele tão bastas vezes utiliza quando fala ao país.

Talvez por isso os portugueses entendem tão mal o que ele lhes diz. E que a chanceler o entende tão bem, e ele a ela. Sem gestos braçais já gastos, a conversa é bem mais profícua. É preciso falar melhor e gesticular menos.

E, já agora, também é notório que já não consegue falar numa posição vertical correta. O seu estado normal quando discursa ou fala, tende para uma curvatura frontal do corpo, igual à daquelas pessoas deferentes.

Lá fora ainda se compreende, pois ele não encontra outra maneira de ser escutado, quando o é. Mas, cá dentro, não era necessário. Só pode ser um hábito adquirido na boa escola alemã, pois cá, ele não pede: determina.

Hoje, estranhei o facto de Passos não ter ido a Roma. Talvez por causa da língua. Compreendo que Portas tem mais perfil de crente. Por isso lhe coube acompanhar o devoto MNE. Mas devem ter-se confessado antes.