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afonsonunes

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05 Jan, 2015

A PLATAFORMA

 

Mais uma invenção do PSD para tentar fazer crer que está muito civilizado e sociável, coisa que nem era preciso dizê-lo, pois está bem à vista de toda a gente que essa é uma atitude irrevogável no seu dia-a-dia político.

Acontece que as coisas irrevogáveis não são propriamente o seu forte. Nessa matéria, como em muitas outras, tem de valer-se da experiência e do sábio aconselhamento do líder do CDS, seu parceiro de coligação.

Ora aqui é que começa o busílis da plataforma que o incontornável Marco apresentou ao novo líder do PS António Costa, sem Marco. Plataforma que revogava o CDS de fiel parceiro pensante dessa coligação salvadora.

E agora lá teremos o CDS, ou o seu líder, a fazer a tal pergunta: e agora como é que eu fico? Ou: com que cara é que eu fico? A plataforma ficou em águas de bacalhau como Marco. Mas as caras de Passos e Portas, não.

É natural que a coligação não sofra mais uma irrevogabilidade. Mas isto é capaz de provocar mais um adiamento complementar na difícil solução, ou uma nova resolução, do novo acordo eleitoral. Com uma nuvem negra.

Houve até uma ameaça meteorológica com a possibilidade de formação de uma nuvem ainda mais negra. Nuvem que pairou no pensamento de gente sem sensibilidade. Confusões de plataformas com ‘tecnoformas’.

No entanto, a sensibilidade do meu dedo mindinho esquerdo, mostra-me que tudo isto não passou de uma plataforma combinada e estratégica de PSD e CDS para engatar o PS. Até parece que julgam que Costa é Marco.