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afonsonunes

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15 Out, 2015

A pós-campanha

 

A coligação e alguns dos seus mais acérrimos defensores não se conformam com a possibilidade de virem a deixar de ser governo. Para eles, a campanha eleitoral continua, agora talvez ainda mais mentirosa.

Porém, à pré-campanha, sucedeu a campanha e, definitivamente, não há hipótese de uma pós-campanha, mesmo por demais insultuosa, vir a alterar o que está arrumado. Já são conhecidos os resultados definitivos.

É sabido que a coligação pode vir a ser indigitada para formar governo, mas tem muito reduzidas hipóteses de o conseguir. E, no caso de o conseguir, com muitos favores, tudo indica que não passará do papel.

Agora é o tempo dos partidos e não dos favores, seja lá de quem for. Logo, não é o tempo do partido de ninguém. O governo emana da AR. Compete a esta fiscalizar, controlar, o governo, e não o governo controlar a AR.

A primeira vitória de António Costa já está consumada. E essa consiste no facto de já ter conseguido tirar o Bloco, mas principalmente o PCP, de um radicalismo inútil para a formação e funcionamento de um governo.

A campanha eleitoral acabou e agora é tempo de ação. Tudo na vida das pessoas e das instituições tem riscos. Estas mudanças políticas também o têm. Mas não há maior risco que a continuação das políticas que temos.

Não adianta continuar a insultar protagonistas e continuar a intoxicar a opinião pública para que nada mude. Os votos estão contados e as regras do jogo são conhecidas. Não adianta continuar com cortinas de fumo.

Pode haver tentativas desesperadas, e é natural que haja quem as tente, mas estão votadas ao fracasso. A nossa democracia já é quarentona, logo, suficientemente forte para resistir aos ainda muitos maus democratas.

Maus democratas que tanto têm martirizado este país. Que ainda ontem se preparavam para agudizar o martírio do seu povo e hoje já davam tudo o que lhes fosse pedido para que os deixassem continuar na sua vidinha.

É triste e profundamente lamentável que altas figuras que se pavoneiam pelos corredores do poder ou em poderosas instituições, não se coíbam de mostrar a evidente má-fé das suas análises clamorosamente falsas.

A todos esses que tão desesperadamente tentam distorcer tudo para se conservarem onde estão, convém lembrar que quem entra pela porta do cavalo, está sujeito a sair pela porta dos fundos, depois da pós-campanha.