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afonsonunes

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21 Mai, 2015

A RUA É DO POVO

 

Desde domingo passado que anda uma grande confusão em certos espíritos que até costumam ser muito límpidos e objetivos. A começar pela concentração de benfiquistas no Marquês de Pombal, em Lisboa.

Tudo, depois da polémica origem dos distúrbios que a ensombraram na sua parte final. Há sempre quem queira branquear os factos, criando histórias ridículas para tentar iludir quem tenha dificuldade em pensar.

Houve quem criticasse o facto de um acontecimento daquele género nunca dever ser festejado na rua. O Benfica tem um estádio e era aí que devia fazer as suas próprias festas. O ano passado ninguém falou nisso.

Pois bem, o FC Porto, que eu saiba, sempre que faz comemorações do género, e tem feito bastantes, fá-las na rua, frente ao município, usando as suas varandas, até determinada altura, para dali fazerem os discursos.

Houve quem referisse que Rui Rio acabou com a relação Clube/Câmara e que a CM de Lisboa e o Benfica ainda continuam com essa prática. Grande confusão vai nessas cabecinhas. Utilizar a rua não é utilizar a Câmara.

No passado domingo, os benfiquistas do Porto, festejaram no Largo da Boavista, como outros festejaram na rua, em tantas cidades do país e do estrangeiro. Parece que há uma vontade estranha de acabar com isso.

E isso levaria a que a rua fosse interdita a manifestações de toda a espécie. Mas, a rua é do povo. Não é de mais ninguém. E é o povo que decide quando a quer utilizar. Por muito que queira haver donos de tudo.

Havia de ser bonito, não haver arruadas de partidos. Não haver comícios ao ar livre, nem manifestações, nem procissões religiosas, na rua. Tudo porque há entidades que desaprovam. Sujeitos que detestam essas coisas.

Vá lá saber-se porquê. Bom seria que se averiguasse a sério de onde vêm tais vontades. Quem tudo faz para estragar aquilo de que não gosta. Tudo o que vai contra os seus interesses. Ou a sua pontinha de inveja interior.