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afonsonunes

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26 Out, 2015

A vespa portuguesa

 

Muito se tem falado na impossibilidade de Portugal ter capacidade para eliminar a vespa-asiática. E se ela é perigosa, pois além das suas picadas dolorosas, ainda se dedica a eliminar outras boas e incansáveis abelhas.

Como se isso já não nos bastasse, eis que surge uma nova vespa, esta portuguesíssima, que não mata as abelhas que nos dão o mel, mas que dá picadas venenosas e amargas como o fel, em determinados portugueses.

Por isso mesmo, é uma vespa não democrática, pois só pica aqueles que detesta. Eu já sabia que havia pessoas que detestam a democracia. Agora, porém, estou em pânico, pois nunca imaginei que uma vespa chegasse aí.

E o pior é ainda mais aterrador. Esta vespa portuguesa pica à quinta-feira, cala-se muito bem caladinha e na segunda levanta voo e desaparece até à quinta-feira seguinte. Entretanto, os picados que se tratem ou se cocem.

Durante esses dias de ausência da vespa mestra, as vespas obreiras tratam de manter o vespeiro operacional. Operacional no sentido da continuação das picadelas. Já no que toca à limpeza do vespeiro, aquilo é só lixo.

Começa a ficar claro que a vespa-asiática é chata, mas não se mete na política. E as picadas de políticos são uma chatice que não tem cura. Pelo menos enquanto o mestre picador não recolher ao lar asilo vespeiro.

Isto das picas de vespa, variam muito da dor que provocam com o comprimento do ferrão de cada uma delas. Há ferroadas que são um atentado à vida dos cidadãos. Mas as vespas morrem se perdem o ferrão.

Vamos ver o que acontece quando a vespa que voou na segunda-feira, pousar na quinta-feira. Espera-se que da ferroada da outra quinta-feira, ainda seja possível recuperar o ferrão. Senão, a vespa deixa de ser mestra.

Contra os vespeiros da asiática ainda temos o esforço abnegado dos bombeiros que não usam a mangueira para os inutilizar. Usam o fogo, normalmente o seu inimigo. Para a vespa portuguesa, shelltox é rebuçado.

Que diferença vai de uma abelha-mestra no seu cortiço, disciplinando todo aquele enorme enxame trabalhador que recolhe o pólen e fabrica o doce mel que cura e sabe bem, para uma vespa-mestra que só sabe picar.