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afonsonunes

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29 Jan, 2015

A VIA-SACRA DO DONO

 

Esta via-sacra agora revelada deve ter sido uma desilusão para aquele que já foi dono disto tudo. A vida tem destas coisas. Nem sempre os amigos são para as ocasiões. Nem sempre os amigos são os que se diz.

O homem que tantas vezes valeu aos seus amigos quando precisaram dele, foram os mesmos que depois lhe deram um não irrevogável. Apesar das muitas orações para cobrar juros das dádivas passadas.

Foi uma autêntica via-sacra pelas capelinhas do poder. Com orações repetidas em algumas delas. As mais importantes, logo as mais influentes. Mas sem resultado. O milagre era, já então, impossível.

Fica, no entanto, o esforço que esclarece muita coisa. Afinal, nem todos os santos andam de cabeça descoberta, mesmo depois de muito se ter falado dos possíveis relacionamentos do dono deste país de pedintes.

Fica ainda mais claro que é muito mais fácil pedir que retribuir, mesmo quando se trata de favores muito dispendiosos. Que depois não se agradecem, nem com uma ajudazinha de boa vontade. Igual a outras.

A via-sacra desses pedidos foi longa e penosa. Para quem pediu e para todos os que negaram o pedido. Mais uma prova de que não se retribui amizade a quem já está no chão. Nem sequer com um simples consolo.

Como estas coisas acontecem… Tanta conversa, tantos silêncios, tantos sapos vivos engolidos e, afinal, o que foi dono disto tudo, resolve agora, como que tirando desforço dos seus amigos, contar a sua via-sacra.

O que mais me surpreendeu foi a quantidade de capelinhas. Ora, por cada capelinha, há um capelão. Qual deles o mais reputado. De grandes europeus a grandes nacionais. Se não fossem políticos, já seriam papas.

 

  

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