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afonsonunes

afonsonunes

29 Mar, 2014

AGORA ?

 

 

Eu diria mesmo, só agora? Desde há muito tempo que uma enormidade de gente vem clamando por equidade na distribuição da austeridade e dos sacrifícios pedidos aos portugueses e que, dizem, são para continuar.

Porém, finalmente, só agora os acérrimos defensores e responsáveis por esta injusta e cega austeridade, prometem, agora, começar a deixar em paz os grandes sacrificados. Para se voltarem para os grandes ignorados.

Todos sabemos, como ainda há bem pouco tempo, respondiam a quem lhes metia essa evidência pelos olhos dentro, que todas as medidas tomadas tinham em conta essa tal equidade e essa tal justiça social.

Foi preciso que o ruido se tornasse ensurdecedor, cá dentro e lá fora, para que se arrepiasse caminho e ouvíssemos, finalmente, da boca desses responsáveis, palavras que abrem no povo sacrificado alguma esperança.

Por enquanto são só palavras, e bem sabemos o valor que elas têm tido ao longo destes últimos anos. Mas, mais vale ouvir algumas palavras de esperança, que as verdadeiras atrocidades verbais, ditas sobre o assunto.

Se tudo tivesse começado com a austeridade a atingir também aqueles que os decisores dizem ter de ser agora chamados, o país não teria chegado a esta exaustão humana e económica com feridas já incuráveis.

Seria bom que quem tanto falou de falta de alternativas, fizesse agora um rigoroso exame de consciência sobre o que disse e fez. Para ir aos bolsos certos, não era preciso esperar por sinais oi indícios. Era preciso ter ido.

Sim, esperamos que vão lá, agora. Mas também esperamos que não seja só conversa de campanha, ou receio do ruido demasiado elevado que anda no ar. O país precisa de outra maneira de conversar. E de fazer.